Políticos americanos preocupados com ajuda de empresas para censura chinesa

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24 de janeiro de 2006

Políticos do Congresso dos Estados Unidos da América estão a discutir a criação de novas leis para evitar que empresas americanas colaborem com a censura da internet praticada pelo Governo da República Popular da China.

Grandes empresas norte-americanas, entre elas a Microsoft, Yahoo!, Cisco Systems e Google são acusadas de colaborar com o Governo chinês, adaptando ou vendendo produtos e assessoria que auxiliem a implantação da política de censura do Partido Comunista Chinês (PCC).

Os deputados Christopher Smith (Rep-New Jersey) planeja para a metade de fevereiro um encontro para discutir o assunto. O deputado Tim Ryan (Dem-Ohio planeja para 1 fevereiro um evento semelhante.

A Repórteres Sem Fronteiras acusou o Yahoo! de ter permitido o acesso às autoridades chinesas de uma mensagem de email pessoal do jornalista Shi Tao. As autoridades disseram que a mensagem do email era um "segredo de estado". Em seguinda. Tao foi condenado a 10 anos de prisão.

A Microsoft admitiu há poucas semanas ter removido o weblog de um jornalista chinês do MSN Spaces a pedido de autoridades chinesas sob a alegação de que ele estaria estimulando "sentimentos contra o governo". A Microsoft é acusada ainda de fazer o bloqueio das palavras "democracia" e "liberdade" no website do MSN.

As companhias acusadas de contribuir para a política de censura da internet promovida pelo PCC dizem que elas não têm outra escolha a não ser colaborar com o Governo chinês.

"Estamos cientes de que os governos ao redor do mundo com os quais fazemos negócio impõem restrições no acesso à informação, mas é claro que somos obrigados por lei a segui-los", disse um representante do Google.

A Cisco Systems é acusada de construir a tecnologia que permite às autoridades chinesas filtrar websites. Um executivo da empresa disse que a empresa apenas fornece a tecnologia para que administradores de rede gerenciem suas redes, e que a tecnologia pode ser usada para bloquear websites. Contudo, a tecnologia, segundo ele, está disponível para todo mundo, independente do país para onde ela é vendida.

O mecanismo de filtragem da internet chinesa é considerado um dos mais sofisticados do mundo. O sistema bloqueia acesso a sites que o PCC considera ofensivos para o regime ao mesmo tempo em que permite o acesso a outros com mensagens contra os EUA e a democracia.

Fontes