Polêmica sobre adesão da Venezuela ao Mercosul deve causar adiamento na votação do relatório

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Aristóteles
Outras notícias sobre política


Agência Brasil

28 de outubro de 2009

A controvérsia sobre a participação da Venezuela no Mercosul deve adiar novamente a definição sobre a entrada do país no bloco. Previsto para ser votado amanhã (29) na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, o relatório que autoriza o ingresso dos venezuelanos no bloco tem chances de ser aprovado pelos parlamentares. Mas a segunda etapa, de acordo com senadores, que é a votação no plenário da Casa só ocorrerá depois de uma comissão parlamentar visitar a Venezuela.

No mesmo dia em que o assunto estará na pauta do Congresso Nacional, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez se reunirão na cidade de El Trigre, na parte oriental venezuelana. Eles vão participar da primeira colheita de soja plantada com apoio de tecnologia brasileira.

Chávez e Lula vão discutir também acordos para manter a exploração de novas áreas de cooperação bilateral, como os setores automotivo, agropecuário, médico, petroquímico, de materiais de construção, de equipamentos de petróleo, de metalurgia, eletrônica, da cadeia têxtil e de equipamentos de defesa.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirmou que colocará em votação tanto o relatório quanto o requerimento propondo o envio de um grupo de cinco senadores à Venezuela.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) e o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Netto (AM), afirmaram que o tema está sendo conduzido de forma açodada e que o ideal é só levar o assunto ao plenário da Casa após a visita dos parlamentares ao país vizinho.

“A polêmica é muito grande. É estranho que se queira aprovar um tema desses com tanta pressa”, disse Virgílio. “A verdade é que não há consenso, e o fato de haver muita polêmica em torno do assunto complica o andamento do processo”, afirmou Tuma.

Ontem (27), o relator do caso na comissão, senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE), sugeriu que seja firmado um acordo com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, para que ele assegure o cumprimento de garantias de que vai respeitar e cumprir os princípios democráticos.

Contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul sob a alegação de que Chávez não obedece a cláusula democrática, Tasso terá seu relatório votado. Paralelamente, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou um voto em separado defendendo justamente o oposto.

Uma vez aprovada a adesão da Venezuela na comissão, o tema será levado ao plenário do Senado em votação aberta. Não há data para ser votado. Mas o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já afirmou ser contrário à participação dos venezuelanos, e outros aliados também pensam da mesma forma. De acordo com os parlamentares, a tendência é que integrantes da base do governo contrários à integração da Venezuela ausentem-se da votação. Na tarde de ontem (27) o prefeito de Caracas (Venezuela), Antonio Ledezma, que faz oposição a Chávez, defendeu com veemência o ingresso de seu país no bloco. Segundo ele, o isolamento pode prejudicar os venezuelanos. Mas atacou duramente Chávez chamando-o de antidemocrático.


Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati