Polêmica no Japão por causa do horário de verão

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4 de maio de 2005

O parlamento japonês debaterá nos próximos dias sobre a conveniência de se adotar o horário de verão.

Um projeto de lei, que se tramita desde o final de fevereiro passado no parlamento japonês, está a causar polêmica no Japão. O projeto procura a adoção do horário de verão (adiantar em uma hora os relógios, em relação à hora oficial) para os meses entre abril e outubro, tal como se faz na América do Norte e na Europa. Aqueles que propõem o projeto procuram a poupança de energia, mediante o maior aproveitamento da luz solar durante a época em que vigorar o horário.

As opiniões dentro e fora do parlamento, bem como a do público em geral, encontram-se divididas. O Japão já experimentou esta medida entre 1948 e 1952, mas ela foi abandonada devido a queixas de falta de sono e outros problemas.

Segundo reporta a agência italiana ANSA, um grupo denominado Associação Nacional de Pesquisa do Sono se pronunciou contra a medida: "Dizemos não. É um atentado contra a saúde física e psicológica da população". A organização diz que realizou uma enquete que evidencia o elevado risco de aumento da insônia em todos os setores sociais. A agência ANSA diz que "no país do sol nascente o problema do sono tem razões históricas unidas, inclusive à literatura e à pintura".

A lei já tinha sido proposta em 1995 e 1999, mas a forte oposição dentro do parlamento e dos setores trabalhistas impediram sua aprovação. No entanto, desta vez os ditos setores parecem apoiar a medida, cujo primeiro rascunho será debatido tão logo se conclua o tradicional recesso da Semana Dourada (29 de abril a 5 de maio), período em que se juntam quatro feriados, de maneira parecida à Semana Santa.

Fontes