Pequim acusa Dalai-Lama de incitar violência no Tibete

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18 de março de 2008

O governo chinês exigiu nesta terça-feira uma investigação internacional sobre o envolvimento do Dalai Lama nos protestos de Lhasa contra a administração chinesa no Tibete. Wen Jiabao, primeiro-ministro chinês, disse que a alegação do líder espiritual tibetano de que as autoridades chinesas cometeram um "genocídio cultural" no Tibete "não passa de mentira".

"A comunidade internacional deveria perguntar ao próprio Dalai Lama qual foi o seu papel nos incidentes", disse Qin Gang, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores. Na passada semana, o Dalai Lama apelou à comunidade internacional para que crie um grupo de investigação internacional sobre os acontecimentos no Tibete, as maiores manifestações contra a China desde 1989.

"Há ampla evidência provando que esse incidente foi organizado, premeditado, arquitetado e incitado pelo bando do Dalai", disse Wen. "Isso tudo revelou que as alegações do bando do dalai de que eles buscam não a independência, mas sim o diálogo pacífico, não passam de mentiras.", afirmou.

O porta-voz não exigiu claramente um julgamento ao líder religioso tibetano no exílio, mas afirmou que "o Dalai Lama deveria ser julgado pelo menos moralmente".

Qin Gang disse também que a China está na posse de provas que ligam o Dalai Lama às manifestações tibetanas, mas se recusou a adiantar detalhes. "Temos todas as provas de que o Dalai Lama está por detrás dos acontecimentos. À medida que a investigação decorre, vamos divulgar essas provas", acrescentou.

As manifestações de Lhasa começaram em 10 de março, data em que os tibetanos lembram a entrada na região do exército chinês, em 1959. As manifestações se tornaram violentas na sexta-feira, quando residentes tibetanos passaram a atacar chineses de etnia Han e Hui, queimando casas e veículos. A China pretende passar com a Tocha Olímpica pela região.


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