Partidos discutem crise brasileira e possibilidade de impeachment de Lula

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15 de agosto de 2005

Brasil

Houve na tarde de segunda-feira (15), às 16h (hora local), uma reunião entre lideranças de partidos políticos brasileiros. Participaram representantes do PFL, PSDB, PPS, PV e PDT.

Os partidos discutiram a crise política brasileira e a possibilidade de pedido de impeachment do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os partidos resolveram por enquanto não defender o impeachment de Lula. Ao invés disso, eles concordaram em criar um fórum permanente de consulta para avaliar a crise política e criar uma agenda de votações de assuntos importantes no Congresso Nacional, de forma a manter a governabilidade do país.

Os partidos disseram que desejam o aprofundamento das investigações sobre corrupção no Legislativo e Executivo e punir rapidamente aqueles que comprovadamente cometeram atos ilícitos.

O PFL e o PSDB disseram que irão pedir a reabertura das contas do Partido dos Trabalhadores (PT) referentes à campanha política de 2002 para a eleição de Lula. Eles querem comparar a informação dada pelo publicitário Duda Mendonça no seu depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios com os dados oficiais da Justiça Eleitoral. Duda foi responsável pelas campanhas publicitárias do PT, inclusive a campanha de 2002, do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Duda disse que a campanha que elegeu o Presidente Lula foi paga com dinheiro não contabilizado e não declarado à Justiça Eleitoral.

Segundo o deputado Roberto Freire (PPS-PE) há um consenso entre os partidos políticos da oposição que não se deve precipitar os acontecimentos. Roberto Freire disse: “Quem pode fazer impeachment é a cidadania, por meio da mobilização popular, e isso ainda não existe”. Contudo, ele alertou que os partidos podem mudar de idéia caso haja fatos novos e afirmou que se isso acontecer eles assumirão a responsabilidade.

O líder do PSDB no Senado Arthur Virgílio disse que é uma demonstração de responsabilidade da oposição criar um fórum sobre a crise a fim de garantir a continuidade das votações que são importantes para o Brasil.

Vigílio disse que o fórum servirá para se buscar uma acordo no que diz respeito a matérias políticas, entre elas, a reforma política. Ele lembrou que o fórum não será um bloco oposicionista porque os partidos membros terão autonomia para manter suas posições.

"Vamos escolher um secretário-executivo, que vai marcar conversas, visitas e atitudes. Por enquanto, nada de mobilização popular. O importante agora é a aprovação de uma agenda para o Parlamento votar e mostrar que não quer paralisar o Brasil," acrescentou o Senador Arthur Virgílo.

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