PSDB lança jogo da memória em que critica o governo do PT no Brasil

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5 de janeiro de 2017

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) lançou nos primeiros dias do ano em seu site (psdb.org.br) o game "Legado do PT: Para Nunca Mais ser Esquecido". O jogo da memória propõe ao internauta brasileiro a relembrar fatos dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e faz crítica Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o Brasil por 13 anos.

Em página temática do site sobre o jogo que pode ser vista aqui, o partido diz que o governo petista foi "marcado por escândalos de corrupção e incompetência". As imagens que compõe o jogo são acompanhadas com textos que apontam rombo de R$ 300 bilhões nas contas públicas, caos na saúde, segurança e educação, 12 milhões de desempregados, cinco mil obras paradas em todo o País, entre outros "legados".

Ao completar o jogo da memória, o PSDB parabeniza o jogador e diz que "o que está em jogo é o futuro do País", afirmando que o governo do PT causou um mal que não pode ser esquecido. O game termina com a frase "agora que você já reforçou a sua memória, compartilhe o jogo com seus amigos. Quanto mais gente jogar, mais gente vai lembrar!".

Em artigo publicado na última segunda-feira (2) o presidente nacional da legenda, senador pelo Estado de Minas Gerais (MG), Aécio Neves, escreveu que o ano de 2017 representa a possibilidade de "um recomeço" após "a tormenta" da crise que gerou 12 milhões de desempregados.

De olho em 2018, o partido tucano (como é chamado) tem investido em comunicações que reforçam a necessidade de o Brasil "superar" o período de administração petista, reforçando o apoio ao governo de Michel Temer (PMDB) e de olho nas próximas eleições presidenciais.

Histórico

O PSDB governou o Brasil por oito anos (1995-2003) foi oposição ao então os governos Lula e Dilma Rousseff por 13 anos (2003-16), porém a postura foi muito criticada pela opinião pública e da minoria da imprensa, acusando o partido de ser "oposição de fachada". Seus críticos o acusam de insistir polarização PT-PSDB que vem desde as eleições presidenciais de 1994.

Entre 2005 e 2006, partido não pediu impeachment do Lula durante o então maior escândalo de corrupção chamado de Mensalão. Na época, os líderes do partido preferiram poupar Lula no escândalo (numa tentativa de derrotar-lo nas eleições presidenciais de 2006 com Geraldo Alckimin) que inclusive, contaram apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (mais conhecido como FHC) para evitar a queda do governo petista. A manobra do partido se revelou um verdadeiro fiasco depois do Lula ter reelegido.

Nos primeiros meses de 2015, o partido e voltaram a serem alvo de acusações de ser "oposição de fachada", "oposiçãosinha" e até ser chamada de "oposição frouxa", ao recusar apoiar no início, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, mesmo com índices de popularidade em queda e as falsas promessas dela e o seu partido para se eleger.

FHC chegou a dizer ao jornal alemão que a então presidenta era "honesta"; Alckimin (governador de São Paulo) se opôs o afastamento dela e chegou a defender-la; Aloisio Nunes (senador pelo Estado de São Paulo) defendeu que a então permanecesse na presidência sangrando por 4 anos; o candidato derrotado em 2014, Aécio Neves, opôs-se o impeachment dela e chegou a defender-la a permanência dela na presidência. O partido e seus líderes só mudaram de opinião, quando veio a Recessão em meados do mesmo ano, que era evidente desde finais de meses de 2014.

Em anos recentes, sites e blogs de direita acusam o Governo do PT de nunca ter investigado as suspeitas de corrupção no Governo Fernando Henrique Cardoso, que por outro lado, o partido tucano é acusado não agir como oposição, quando o PT o atacava em questões que o levaram suas derrotas presidenciais desde 2002, principalmente privatizações (que foram mantidas por PT, mas cessadas desde então) e o desemprego (na época, tinha 11,7 milhões de desempregados, mas a marca já foi superada em 2015 com 12 milhões).

Pesam acusações contra PT e PSDB, de serem coniventes à corrupção e manter as práticas nefastas condenáveis de governos anteriores, se aliar e ter figuras com passado duvidoso. O PT é ligado ao Foro de São Paulo, o PSDB é ligado ao Diálogo Interamericano e a Sociedade Fabiana. As organizações ligadas a estes partidos são responsáveis por serem extensões para implantar gradualmente socialismo nas Américas e tentar com sucesso barrar a direita, ao eleger governos de esquerda, com finalidade de implantar "agenda progressista" sobre aborto, feminismo, sexualidade, segurança, ONGs, minorias (homossexualismo, negros, índios, muçulmanos, etc).

No entanto, a implantação desta dita agenda vem sendo questionada recentemente (não só no Brasil, como também no mundo), com ressurgimento de grupos direitistas e nacionalistas (que estavam perdendo terreno, mesmo com fim da Guerra Fria), devido à acusação que todos os movimentos sociais tem forte influência da esquerda (comunista ou socialista), serem anti-cristãos e grupos religiosos (mas que defendem a islâmica), não protestarem mais contra a globalização (era comum nos Anos 90 até início da década passada.

Pesam contra a esquerda, o controverso financiamento de grupos socialistas e comunistas por capitalistas, que até na década passada (quando não estava no poder na maioria dos países por voto direto) repudiava-os, pelo mesmo motivo na época da Guerra Fria: explorar pobres e trabalhadores. Entre os maiores financiadores, estão George Soros e suas ONGs suspeitas (como a Open Society) e a Família Rothschild), que até então, financiava grupos direitistas para impedir países terem governos esquerdistas durante a Guerra Fria (1945-91).

Fontes

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