PM de Moçambique diz que descobrir a verdade sobre a morte de Machel é uma prioridade nacional

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Agência VOA

Graça Machel responsabilizar Maputo e Pretória pela inexistência de um inquérito definitivo.

18 de outubro de 2016

O primeiro-ministro moçambicano mostrou-se convicto que um dia a verdade sobre a morte de Samora Machel será conhecida por todos, o que considerou uma prioridade para o Governo.

Carlos Agostinho do Rosário fez esta declaração na homenagem ao primeiro Presidente moçambicano que decorreu em Mbuzine, na segunda-feira, 17, para marcar os 30 anos da morte de Machel que se assinalam na quarta-feira, 19.

A viúva de Machel, Graça Machel, por sua vez, diz ser responsabilidade do Governo moçambicano, em primeira instância, e do Executivo sul-africano demonstrarem que estão a trabalhar para chegarem à verdade.

"É nossa convicção que Samora Machel foi assassinado pelo inimigo da auto-determinação, pelo inimigo da paz, pelo inimigo da igualdade. Nós, os moçambicanos, manifestamos a nossa convicção de que a verdade sobre o bárbaro assassinato de Samora Machel será um dia conhecida pelos povos da região, do mundo e, muito em particular, pelo povo moçambicano, para quem o desfecho do dossier continua a ser uma prioridade nacional", disse Carlos Agostinho.

Após a cerimónia, Graça Machel disse aos jornalistas estar satisfeita pela forma como a vida e a obra de Samora Machel estão a ser exaltadas, porém responsabilizou os governos de Moçambique e da África do Sul por não se ter descoberto ainda a verdade do acidente de 19 de Outubro de 1986.

“Não vamos descansar enquanto a verdade não for conhecida, mas vários, o Presidente Nelson Mandela, o Presidente Thabo Mbheki, o Presidente Jacob Zuma, os presidentes de Moçambique, desde Joaquim Chissano a Armando Guebuza, já disseram isso, mas nada. Eu só vou acreditar quando ver o resultado porque mesmo que tenha havido erros, eles não justificam que o avião tivesse caído, por isso eu digo que as investigações são inconclusivas até hoje”, afirmou Machel que reiterou ser “responsabilidade dos dois governos demonstrarem que estão a trabalhar incansavelmente para trazer a verdade ao de cima”.

Por seu vez, Samora Machel Júnior, filho do primeiro Presidente moçambicano, recordou a heroicidade do seu progenitor e o papel por ele desempenhado para que a paz e harmonia reinassem no seio do povo da África Austral.

Samito destacou que só com o restabelecimento da paz no país é que se estará a prestar o devido tributo a Samora Machel.

"Eu acho que não haverá melhor forma de respeitar e prestar tributo a ele e a todos que pereceram aqui do que tudo fazermos para alcançar a paz em Moçambique, é uma obrigação é uma responsabilidade histórica que esta geração tem para com Samora Machel", sublinhou.

Mais de quatro mil pessoas participaram na cerimónia de homenagem a Samora Machel, cujo ponto alto será amana, 19 de Outubro data em que se assinalam os 30 anos da tragédia que vitimou o antigo Presidente.

Fontes

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