Ordem para ataques a brasileiros que vivem na Bolívia não partiu do governo de Evo Morales, dizem autoridades

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Agência Brasil

11 de maio de 2012

Bolívia — O governo do Brasil ainda está em alerta em relação às denúncias de maus-tratos, invasão de casas, mortes de gado e expulsões ocorridas, no mês passado, contra brasileiros que vivem na fronteira com a Bolívia. Os atos teriam partido de militares.

O governo boliviano alegou que a situação está sob controle e afirmou que investiga de quem partiu a ordem para atacar os brasileiros. Segundo as autoridades, a ordem para os militares não foi dada pelo gabinete do presidente da Bolívia, Evo Morales.

“O que nos foi dito é que a ordem não foi dada por La Paz [em uma referência ao gabinete presidencial] e que as autoridades investigam de quem partiu a determinação para o ataque”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Tovar Nunes. “Também é importante informar que temos dados que [indicam que] a situação está mais tranquila”, completou.

No último dia 30, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse que o assunto virou prioridade para o governo da Bolívia. Segundo ele, os vice-ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Bolívia reuniram-se para conversar sobre o tema e as autoridades bolivianas se comprometeram a investigar o assunto.

No final de abril, o encarregado da Embaixada do Brasil na Bolívia, diplomata Eduardo Sabóia, acompanhado por policiais federais e integrantes do governo do Acre, foi até a cidade de Capixaba, a 77 quilômetros de Rio Branco, a capital do Acre, e entrou em contato com as autoridades bolivianas. A equipe brasileira visitou o local onde vivem os brasileiros, que disseram ter sido agredidos.

De acordo com diplomatas que acompanham o assunto, um das origens da crise é uma lei da Bolívia que estabelece que estrangeiros não podem ser proprietários de terras em uma faixa de 50 quilômetros em relação à linha de fronteira. Há um esforço dos governos brasileiro e boliviano para retirar, de forma pacífica, os produtores rurais brasileiros que vivem na região.

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