OEA não condena mas reconhece violação de território equatoriano

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José Miguel Insulza, secretario general da OEA, que encabeçará uma comissão especial.

7 de março de 2008

O conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução na qual reconhece a violação da soberania equatoriana por parte da Colômbia ao atacar uma base das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), embora tenha se eximido de condenar o acto.

Em seu relatório, a OEA expressa que "o princípio de que o território de um Estado é inviolável e não pode ser objeto de ocupação militar nem de outras medidas de força tomadas por outro Estado, direta ou indiretamente, qualquer fora o motivo, ainda de maneira temporária". Também decide a conformação de uma comissão especial encabeçada pelo secretário geral, José Miguel Insulza e quatro embaixadores para que "visite ambos os países percorrendo os lugares que as partes lhe indiquem" e "eleve o correspondente relatório" o qual será apresentado o próximo 17 de março em uma reunião regional de chanceleres.

O presidente do Equador Rafael Correa afirmou que espera na reunião de chanceleres "uma condenação contundente, porque se não receber essas satisfações o Equador, saberemos as exigir por nossos próprios meios" sem precisar mais detalhes. Por sua parte, Colômbia remarcou que a comissão designada terá muito trabalho, devido às múltiplas diferenças que devem ser resolvidas entre os dois países.

Por sua vez, o presidente da Venezuela Hugo Chávez informou a respeito de uma conversa telefónica que teve a respeito com o presidente francês Nicolas Sarkozy na qual expressou que "nada nem ninguém nos tirará do caminho da paz verdadeira", fazendo alusão à vontade de resolver pacificamente as diferenças.

Nicolas Sarkozy também fez um chamado a "todos os atores concernidos" na crise a "demonstrar moderação", ao mesmo tempo que pediu às FARC manter-se "na estratégia da libertação humanitária".

Fontes