Nasrallah ameaça Israel com "guerra aberta"

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15 de fevereiro de 2008

Hassan Nasrallah, líder do grupo Hizbollah, culpou Israel pela morte do comandante Hizbollah Imad Mughniyeh e ameaçou os israelenses com uma "guerra aberta".

A declaração de Nasrallah foi proferida na quinta-feira perante milhares de militantes Hizbollah durante funeral de Imad Mughniyeh em Beirute, capital do Líbano. Nasrallah disse: "Com este assassinato, seu processo, local e método. Zionistas, se vocês querem guerra aberta, que o mundo inteiro ouça: que a guerra seja aberta".[1]

O líder Hezbollah classificou o assassinato de Mughniyeh como um acontecimento "fora do campo de batalha natural com Israel" e acrescentou que "o sangue de Mughniyah irá destruí-los [israelenses] da existência se esta for a vontade de Deus".[2]

O terrorista Imad Mughniyeh foi morto por um carro bomba na terça-feira, em Damasco, capital da Síria. Ele era um dos terroristas mais procurados no mundo, acusado de participar de ataques mortais contra Israel nas décadas de 1980 e 1990. O governo israelense negou participação no caso.

O Departamento de Defesa dos EUA disse que as ameaças de Nasrallah devem ser levadas a sério. O porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack disse que tendo em vista o facto de o Hezbollah ter um longo histórico de actos terroristas globais, o mundo todo deveria ficar preocupado. McCormack ressaltou que a presença do Ministro das Relações Exteriores Iraniano Manouchehr Mottaki durante os funerais de Imad Mughniyeh é "uma mostra dos laços históricos entre o Irã e o grupo terrorista Hizbollah". Segundo McCormack, Irã é "o maior aliado do Hizbollah".

O governo israelense colocou em estado de alerta embaixadas e outros pontos importantes ao redor do mundo, além de ter reforçado as forças militares na fronteira com o Líbano.[3]


Fontes

Referências

  1. http://english.aljazeera.net/NR/exeres/7B35F189-3CF2-4EFE-8281-ED0C49B61B88.htm
  2. http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-militant15feb15,1,7372536.story
  3. http://www.voanews.com/english/2008-02-14-voa6.cfm