Na Galiza querem português no ensino

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Mapa dos países que falam português.

22 de março de 2007

O Movimento Defesa da Língua acaba de enviar ontem à tarde a todos os centros de ensino secundário da Galiza autonómica, de Ponferrada, Vila-franca, Póvoa de Seabra e da área galego-falante nas Astúrias uma carta dirigida ao professorado para encorajá-los a solicitar a matéria de Língua e cultura portuguesa como optativa no próximo ano escolar.

Esta organização leva desde o ano 1998 promovendo entre diferentes sectores sociais a necessidade cada vez mais urgente de introduzir o português na secundária para ajudar a travar a perda constante de galego-falantes entre a juventude.

Outros colectivos como a CIG também compreenderam as razões que fazem mais do que necessário a introdução urgente e generalizada do português. Também o BNG em 2003, propôs no parlamento a debate uma proposição não de lei para a introdução generalizada desta optativa.

Para esta organização é fundamental o contacto directo com o português e a cultura portuguesa para que os jovens vejam a utilidade que o nosso galego pode chegar a ter em todos os âmbitos da vida. Segundo afirmam "é o momento de apostar definitivamente pelo ensino do português nas escolas de secundária do nosso país e de demonstrar à administração que sim que há demanda desta matéria por parte do alunado." Para além destas vantagens específicas para a Língua, estariam também as relativas ao mundo profissional e económico dum espaço transfronteiriço no que há um intercâmbio crescente de pessoas, mercadorias e projectos empresariais. Esta utilidade da aprendizagem do português é segundo os promotores desta ideia "a que tão claramente souberam perceber na Extremadura, com mais de 9.000 alunas/os desta matéria nos seus liceus e que deixa a Galiza no mais absoluto dos ridículos mesmo dentro do Estado Espanhol".

Fontes