Nações Unidas demitem alto funcionário por causa de escândalo

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4 de junho de 2005

O secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan demitiu o senhor Joseph Stephanides por causa de seu suposto envolvimento com o escândalo petróleo-por-comida de ajuda ao Iraque. "Após uma profunda revisão de todos os aspectos do caso, o Secretário-Geral decidiu que o senhor Joseph Stephanides deverial sumariamente demitido por causa de má conduta em respeito aos regulamentos da equipe da ONU," relatou o porta-voz Stephane Dujarric. "O senhor Stephanides foi avisado ontem e desligou-se do serviço imediatamente. Não há nenhuma acusação de ato criminal. Esta é uma ação disciplinadora por procuração para uma infração de regras de pessoal."

As investigações concluiram que Stephanides infringiu os regulamentos ao ajudar a companhia britânica Lloyds Register Inspection Ltd a vencer um contrato do programa de ajuda da ONU para o Iraque.O senhor Stephanides trabalhava como chefe da Divisão de Assuntos do Conselho de Segurança quando ele supostamente contou à companhia o valor do preço que seria vencedor do contrato. Ele nega que tenha tido má conduta e contratou um advogado para defendê-lo. Stephanides tem 59 anos e trabalhou para as Nações Unidas durante 25 anos e iria se aposentar em setembro deste ano.

Após um primeiro relatório interino para o programa petróleo-por-comida liberado em fevereiro, o senhor Stephanides em companhia do senhor Benon Sevan foram suspensos. Sevan foi chefe do programa petróleo-por-comida durante 6 anos e também foi acusado de má conduta no relatório escrito por Paul Volcker, entre outros, da comissão de investigação. Medidas disciplinares contra Sevan não serão aplicadas porque ele tem imunidade diplomática.

Um relatório final está programado para ser publicado daqui a três meses. Ele poderia explicar melhor o caso e informar se o senhor Sevan recebeu contratos para petróleo iraquiano para uma companhia de um amigo. Por enquanto, ele permanece suspenso de todos os seus deveres nas Nações Unidas e está a receber somente o salário simbólico de 1 dólar por ano.

Uma questão central e que permanece sem resposta é se Stephanides ou Sevan lucraram diretamente com suas ações ao executar e implementar o programa petróleo-por-comida.

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Fontes