Mundo está progredindo no acesso à água potável e saneamento, mas ainda está longe de sua meta

Fonte: Wikinotícias

4 de julho de 2021

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Por Our World In Data

Ter acesso a água potável, saneamento e instalações para lavagem das mãos é uma necessidade humana muito básica. No entanto, bilhões ainda não têm acesso a isso, o que pode ter consequências devastadoras, pois, a cada ano, milhões de pessoas morrem de doenças infecciosas transmitidas por água em condições inadequadas ou saneamento precário. Mais de meio milhão são crianças.

Em 2015, o mundo se comprometeu a garantir que todos tivessem acesso à água potável, saneamento e instalações de higiene até 2030. Todos os países concordaram em trabalhar para atingir essas metas como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Depois de cinco anos, com um terço do caminho trilhado, os países devem avaliar até onde chegaram e se estão no caminho certo para cumprir as metas até 2030.

Com o lançamento dos dados mais recentes, de 2020, do Programa de Monitoramento Conjunto da OMS - UNICEF (JMP) para Abastecimento de Água e Saneamento, a Our World In Data, da Universidade de Oxford, publicou o WASH Data Explorer, onde é possível explorar todos esses dados em um só lugar.

Uma em cada quatro pessoas não tem acesso a água potável

A meta 6.1 do ODS é: “alcançar o acesso universal e equitativo à água potável segura e acessível para todos” até 2030.

Onde o mundo está hoje? Em 2020, quase três quartos (74%) da população mundial tinha acesso a uma fonte de água segura. No entanto, uma em cada quatro pessoas (25%) não têm acesso a esta necessidade básica.

Em países subdesenvolvidos, menos de um terço da população tem água potável. A maioria destas pessoas vive na África Subsaariana.

Há progressos? O mundo avançou nos últimos cinco anos, porém, infelizmente, de forma muito lenta. Em 2015 (no início dos ODS), apenas 70% da população mundial tinha água potável, o que significa que houve um aumento de quatro pontos percentuais em cinco anos.

Obviamente, isso é muito pouco para alcançar o acesso universal até 2030. Se o progresso continuar nessas taxas, se chegará a apenas 82% até 2030. Para atingir a meta, é preciso ver as taxas de progresso subir mais do que o triplo (aumento de 3,2 vezes) nos próximos 10 anos.

Quase metade do mundo não tem acesso a saneamento seguro

A meta 6.2 do ODS é: “alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos e acabar com a defecação a céu aberto” até 2030.

Onde o mundo está hoje? Em 2020, pouco mais da metade (54%) da população mundial tinha acesso a saneamento seguro, o que mostra que uma em cada duas pessoas não têm. Cerca de 6% não têm quaisquer instalações sanitárias, tendo que defecar a céu aberto.

Neste aspecto, o maior problema também está nos países mais pobres, a maioria deles da África Subsaariana, onde menos de um quinto da população tem acesso a saneamento

Em questão de acesso a saneamento, o mundo avançou nos últimos cinco ano, porém, novamente, de forma lenta demais, embora um pouco mais rápido do que no progresso de garantir água potável. Em 2015, apenas 47% da população global tinha saneamento seguro, o que significa um aumento de sete pontos percentuais (7%) em cinco anos.

A diferença entre onde os países estão agora e o acesso universal ainda é enorme, pois o progresso é muito lento para alcançar a meta até 2030. Se o progresso continuar nessas taxas, o mundo atingirá apenas 68% até 2030, com quase um terço do mundo (~30%) ficando de fora. Para atingir a meta, é necessário quase exatamente a mesma aceleração que a relativa a medidas para garantir água potável: as taxas precisam mais do que triplicar (aumentar 3,3 vezes) na próxima década.

Quase um terço da população mundial não tem acesso a instalações básicas de lavagem das mãos

A higiene e a lavagem das mãos estão incluídas na Meta 6.2 do ODS para: “obter acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos e acabar com a defecação a céu aberto” até 2030.

Segundo levantamento do WASH, em 2020 71% da população mundial tinha acesso a instalações básicas para lavagem das mãos, ou seja, instalações para higienizar as mãos com água e sabão. Isso significa, por outro lado, que 29% das pessoas tiveram que contar com instalações de lavagem sem sabão ou mesmo não tinham acesso a nenhum local para lavá-las.

A diferença entre os que têm acesso à instalações básicas de lavagem das mãos também é visível entre os países mais e menos desenvolvidos, sendo que na África Subsaariana apenas uma em cada quatro pessoas (25%) tinha acesso a instalações com água e sabão até o final de 2020.

Há melhorias? Em 2015, 67% da população do planeta tinha instalações básicas para a lavagem das mãos, o que significa que houve um aumento de quatro pontos percentuais (4%) em cinco anos.

Do mesmo modo que com com o progresso de medidas para garantir acesso à água potável e saneamento, o mundo, ainda está longe de atingir a meta para 2030. Se o progresso continuar nessas taxas, apenas 79% das pessoas terá como lavar as mãos corretamente até 2030 e uma em cada cinco pessoas (~20%) ainda ficaria sem acesso à água e sabão. Se os países quiserem atingir a meta, precisam acelerar quase quatro vezes as ações até 2030.

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