Megaoperação na Amazônia brasileira desmantela rede ilegal de desmatamento

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Estado brasileiro do Mato Grosso.

4 de junho de 2005

Brasil

Cerca de 480 agentes federais brasileiros desmantelaram uma rede de devasta ilegal e corrupção administrativa na Amazônia na chamada "Operação Curupira", que tem esse nome por causa do personagem folclórico que protege as matas. A operação se levou a cabo em quatro estados, principalmente no do Mato Grosso (no centro oeste do país), em Rondônia, Pará e Paraná, com o apoio do Exército, da Força Aérea e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA). No comando da Operação Curupira se encontra Tardelli Boaventura, delegado da Polícia Federal de Cuiabá.

O relatório das autoridades afirma que a organização criminosa era composta por madereiros e despachantes especializados na extração e transporte ilegal de madeira, mediante corrupção de servidores públicos. Depois de nove meses de intensas investigações, conseguiu-se identificar tanto os madereiros como os servidores públicos que, a em troca de subornos, outorgavam licenças de maneira ilícita. Entre estes últimos, os mais notáveis são Hugo José Scheuer Werle e Marcos Pinto Gomes, diretor e subdiretor respectivamente da regional do IBAMA em Mato Grosso, que agora se encontram indiciados por "corrupção passiva e enriquecimento ilícito". Do mesmo modo, três empresas madereiras foram fechadas, pois se presume que destas saíam os carregamentos a diferentes lugares. Horas mais tarde foi preso também Moacir Pires, secretário de meio ambiente do Mato Grosso.

As análises preliminares arrojaram como resultado que o total dos carregamentos extraídos pela rede equivale a 66 mil carregamentos de caminhão, num valor aproximado de US$369.000.000. Segundo as autoridades, a quadrilha atuava há 14 anos. Dos 86 detentos, 58 pertencem ao IBAMA.

A operação ocorreu depois da publicação de um recente relatório do governo brasileiro, que estima em 26 mil quilômetros quadrados o área deforestada na selva amazônica desde agosto de 2004.

Fontes