Marquise desaba em Copacabana

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26 de fevereiro de 2007

Rio de janeiro

Uma marquise, em construção, de um hotel desaba em Copacabana, na zona sul do Rio de janeiro, por volta das 11 horas da manhã de hoje (26/02). Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, pelo menos duas pessoas morreram no local. Outras dez pessoas também ficaram feridas e foram levadas para o Hospital Miguel Couto. Cinco estão em estado grave.[1]

O hotel foi o Canadá Hotel, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com a Rua Santa Clara, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Vítimas

Os bombeiros já identificaram o nome de uma pessoa morta e todos os feridos.[2] Os feridos foram levados para o Hospital Miguel Couto, no Leblon.

Segundo os bombeiros não haviam operários trabalhando no momento do desabamento,[3] mas a marquise que estava em manutenção atingiu dois dos quatro operários que estavam no local retirando objetos.[4]

Os bombeiros não acreditam que haja mais vítimas sob os escombros, mas ainda não encerraram as buscas.

O advogado do hotel, Ely Machado, informou que todas as vítimas receberão indenização, pois o hotel tem seguro.

Mortos
  • Maria Isabel Noronha de Souza Cardoso - 50,[5][6] 60,[7] 70[8] ou 80[9] anos
  • uma mulher branca, de 50 anos presumíveis, apenas reconhecida como Simone
Feridos
  • Aparecida Arruda Marques, de 56 anos;
  • Cecília Terezinha Muniz Fernandes, de 71 anos;
  • Gilda Gouveia Barbosa, de 63 anos;
  • Joanetes Terezinha Boaretto, de 66 anos;
  • Neide (Neyde[10]) Franzino Freire, de 77 anos.
  • Maria Augusta Salamanca, de 50 ou 56;[11]
  • Roberto Machado da Silva, de 51[12] ou 56[13] anos;
  • Tiago (Thiago[14])Menezes Vargas, de 22 anos;

Causa do desabamento

O advogado do Hotel Canadá, Ely Machado, informou que o prédio foi construído na década de 50, e funciona como hotel desde a década de 70. A marquise que desabou esteve em obras, durante 60 dias, e terminaram no Sábado de Carnaval. Então, no momento do acidente a marquise não estava mais em obras.

O assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de janeiro (Crea-RJ), Gilberto Filizola, disse que pessoas em cima da marquise não pesariam o suficiente para derrubá-la.

Responsáveis e processos

O advogado do hotel afirmou que vai processar judicialmente a empresa responsável pela obra.

Gilberto Filizola explicou que a punição pelo acidente pode ser aplicada apenas para o engenheiro responsável.

Conseqüências

O trânsito foi afetado em toda região e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana foi parcialmente interditada.

O prédio será desocupado.

Assim que as buscas por vítimas terminar a Defesa Civil vai fazer uma vistoria na estrutura do prédio para avaliar se há risco ou não de um novo desabamento.

Fontes

Referências