Mais de 7 milhões de preservativos serão distribuídos no carnaval do Rio

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Agência Brasil

30 de janeiro de 2018

Mais de 7 milhões de preservativos serão distribuídos no carnaval do Rio de Janeiro este ano. Parte será entregue pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual e a Secretaria Municipal de Saúde, que disponibilizaram 3 milhões de preservativos masculinos, 200 mil preservativos femininos e 400 mil unidades de gel lubrificante, e os demais pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que distribuirá cerca de 4 milhões de preservativos masculinos.

Segundo o coordenador Especial da Diversidade Sexual do Rio, Nélio Georgini, a campanha da prefeitura para o carnaval 2018, batizada de Rio+Respeito, incentiva o respeito de forma geral, seja no sexo, na paquera ou na convivência com as diferenças, além de conscientizar a população sobre os cuidados que devem ser tomados durante a folia, estimulando o uso de preservativos para evitar a AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

A distribuição dos preservativos será feita em estandes da campanha instalados em locais estratégicos da cidade, como o Terreirão do Samba e o Sambódromo, na região central; em bares e restaurantes da Lapa, bairro boêmio do Rio, também no centro; e na zona sul, onde desfila grande quantidade de blocos de rua. As 233 unidades de saúde da capital fluminense também estarão abastecidas com preservativos e gel lubrificante para distribuição gratuita.

A campanha tem também um aplicativo gratuito, que informa a população sobre locais de desfiles de blocos, programação da Marquês de Sapucaí, onde encontrar camisinhas nas unidades de saúde e o que fazer no caso de sexo sem proteção.

Proteção

O médico Helio Magarinos Torres Filho, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, destaca que o uso de preservativos é fundamental para o sexo seguro e que o cuidado não pode ser negligenciado durante o carnaval. Além da proteção, o especialista recomenda que as pessoas façam testes rápidos de doenças sexualmente transmissíveis.

“A grande vantagem é que com apenas um teste conseguimos identificar uma gama enorme de doenças. Assim, o tempo necessário para a identificação dos microrganismos diminui e isso contribui para o tratamento mais rápido dos pacientes infectados e interrupção da progressão da doença”, afirmou.

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em dezembro do ano passado mostra que houve aumento de 4% no número de casos de HIV em 2016 no país. Foram 37.884 casos, ante 36.360 em 2015. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que quase 360 milhões de novas infecções sexualmente transmissíveis surgem a cada ano no mundo, de quatro tipos principais: clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase.

Fonte

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