Líderes da Junta do Níger formam novo governo no início da cúpula regional

Fonte: Wikinotícias

10 de agosto de 2023

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Agência VOA

Os líderes da Junta Militar do Níger nomearam um novo governo no momento em que os chefes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, ou CEDEAO, se reuniram na vizinha Nigéria para uma cúpula de emergência. Segundo um decreto lido na televisão estatal, a Junta nomeou 21 ministros, incluindo três líderes golpistas, que foram nomeados como chefes dos ministérios da defesa, interior e esportes.

A nomeação de um novo governo é o mais recente desprezo da Junta pelos líderes regionais e desafia um prazo até domingo para restabelecer o presidente deposto Mohamed Bazoum, que está detido em sua residência desde que membros da guarda presidencial assumiram o poder em 26 de julho. O partido de Bazoum disse na quarta-feira que ele e sua família estão ficando sem comida e vivem sem eletricidade e água corrente há uma semana.

Os líderes da CEDEAO chegaram à capital da Nigéria, Abuja, ontem para discutir a crise do Níger e chegar a um acordo sobre um plano de ação. O bloco regional disse que poderia usar a força, se necessário, para restaurar a democracia no Níger.

Quarta-feira, um ex-líder rebelde e político do Níger lançou um movimento de oposição à Junta Militar que tomou o poder - o primeiro sinal de resistência organizada ao governo do exército no país da África Ocidental. Em comunicado, Rhissa Ag Boula disse que seu grupo, o Conselho da Resistência pela República, terá como objetivo restabelecer Bazoum. Boula é ex-ministro do Turismo e líder de duas insurgências étnicas tuaregues no Níger, uma na década de 1990 e outra de 2007 a 2009.

A Junta havia rejeitado propostas diplomáticas, mas na quarta-feira permitiu que dois enviados pelo presidente nigeriano Bola Tinubu entrassem no país, apesar de manter suas fronteiras fechadas: Lamido Muhammad Sanusi e Abdullsalami Abubarkar, ambos proeminentes líderes tradicionais. Sanusi reuniu-se com o general Abdourahamane Tchiani, o líder do golpe, e Abukarkar reuniu-se com outros representantes no aeroporto. "Continuaremos a fazer o nosso melhor para aproximar as duas partes para melhorar o entendimento. Este é o momento para a diplomacia pública", disse Sanusi a repórteres em seu retorno a Abuja.

Um dia antes, a Junta havia rejeitado a entrada de uma missão diplomática dos estados da África Ocidental, da União Africana e das Nações Unidas. Os líderes da Junta disseram que um “clima de ameaça de agressão” tornou impossível realizar negociações para acabar com a crise constitucional no Níger.

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