Justiça manda mineradora paralisar atividades perto da Mina do Feijão

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1 de fevereiro de 2019

Brasil —

Justiça manda mineradora paralisar atividades perto da Mina do Feijão Método para quebra de rochas causa vibração ao redor, diz TJMG

Atividades minerárias realizadas nas proximidades da Mina Córrego do Feijão pela empresa Mineração Ibirité (MIB) estão suspensas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A decisão, divulgada ontem (31) no site do órgão, foi tomada pela juíza Perla Saliba Brito, na última segunda-feira (28), três dias após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG).

A magistrada atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), segundo o qual a proximidade com a Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, faz com que as atividades ao redor sejam de alto risco. A decisão obriga a empresa a garantir "a estabilidade e a segurança de todas as estruturas existentes no empreendimento, assegurando-se a neutralização de todo e qualquer risco à população e ao meio ambiente”.

De acordo com o TJMG, esta não é a primeira vez que a empresa é desautorizada pela juíza Perla Saliba Brito. "O método para quebra de rochas causa grande vibração que pode causar danos às estruturas da barragem de rejeitos", diz o órgão.

A preocupação com a segurança das barragens após a tragédia em Brumadinho também mobilizou procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no estado do Rio de Janeiro. Eles convocaram órgãos ambientais para informarem em 20 dias se a barragem de Juturnaíba, na Região dos Lagos, está em dia com todas as condicionantes previstas.

A medida do MPF foi adotada após ambientalistas do Movimento Baía Viva denunciarem a existência de problemas estruturais. "O objetivo é esclarecer se há, de fato, alto Dano Potencial Associado (DPA) e alto risco associado, indicando, em caso positivo, as providências de fiscalização adotadas pelos órgãos", informa o MPF.

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