Iranianos desejam reescrever a história sobre o Holocausto

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15 de janeiro de 2006

Empolgada com as declarações do Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, a Associação de Jornalistas Islâmicos do Irão se pôs à tarefa de organizar uma conferência internacional sobre o Holocausto.

Mehdi Afzali, porta-voz da Associação de Jornalistas Islâmicos disse: "o Presidente Ahmadinejad chamou a atenção internacional para uma questão muito importante, que é a veracidade da versão de que Europa e os sionistas impuseram ao mundo sobre o assassinato de judeus durante os anos da Grande Guerra. Logo, somos da opinião de que é útil e necessário organizar uma conferência internacional sobre o tema, onde todos os historiadores e investigadores, inclusive aqueles que não acreditam na versão oficial, sejam capazes de expressar-se livremente".

Afzali acrescentou que o objectivo da conferência é oferecer um ambiente democrático para que historiadores examinem em profundidade o "mito" do Holocausto. Ele alegou que nos diversos países europeus há leis anti-democráticas e contra a liberdade que não permitem que intelectuais que acreditam numa outra versão diferente da atual expressem suas idéias.

O iraniano disse que há pesquisadores que chegaram à conclusão de que a história contada na maioria dos livros escolares e universitários encontrados no mundo não corresponderia à verdade.

Entre os possíveis convidados para a conferência estão o jornalista israelense Israel Shamir (convertido ao cristianismo), o alemão Horst Mahler (antigo membro do grupo terrorista Facção do Exército Vermelho), o francês Robert Faurisson e o norte-americano Arthur Butz.

No Irão, livros que negam a existência do Holocausto são muito populares.

Fontes