Imprensa deixa de cobrir residência de Bolsonaro por falta de segurança

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Imagem meramente ilustrativa

Agência VOA

27 de maio de 2020

Os quatro maiores meios de comunicação do Brasil disseram ter retirado seus repórteres da cobertura da residência oficial do presidente Jair Bolsonaro devido à falta de segurança para protegê-los de agressões e abusos por parte de seus apoiadores.

As Organizações Globo, proprietária da maior rede de TV do país, a TV Globo, e os jornais O Globo e Valor Econômico, juntaram-se à TV Bandeirantes e aos grandes jornais Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo e decidiram na segunda-feira à noite suspender a cobertura, por enquanto, no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro tem o hábito de parar na entrada da residência para conversar com apoiadores, tirar selfies com eles e falar com os jornalistas, mas nos últimos dias os seus apoiadores junto aos portões atacaram os repórteres com ataques verbais furiosos.

Bolsonaro está também sob investigação por supostamente interferir na aplicação da lei e seus apoiantes veem a mídia como parte de um complot para o expulsar da presidência.

A 3 de maio, durante uma manifestação pró-Bolsonaro em Brasília, manifestantes irados derrubaram um fotógrafo da escada de onde tirava fotos e o atingiram com pontapés e socos quando já estava no chão.

A Folha disse que só retomaria a cobertura quando houvesse garantias de segurança dos jornalistas. A Globo disse em comunicado enviado ao conselheiro de segurança nacional de Bolsonaro, Augusto Heleno, que as "agressões" têm aumentado e que seus repórteres não serão mais enviados para cobertura na residência presidencial porque não é seguro. O escritório de Heleno disse em comunicado que estuda regularmente a situação e tomou "medidas suficientes para garantir segurança adequada."

Fonte

Compartilhe
essa notícia:
Compartilhar via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Reddit.com