Identificados os mortos durante o tiroteio no Parlamento e no Memorial Nacional da Guerra na capital do Canadá

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Stephen Harper.
(foto de Remy Steinegger)

Agência Brasil

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23 de outubro de 2014

Foram divulgados na tarde de ontem no Canadá, as identidades de dois homens mortos durante o tiroteio na Memorial Nacional de Guerra e o Parlamento Nacional e os detalhes sobre os ataques em Ottawa, capital do país. O soldado Nathan Cirillo, de 24 anos, que fazia a guarda do Memorial Nacional de Guerra, foi morto a tiros pelo atirador. O atirador XXX, de XX anos, que matou soldado, se refugiou no Parlamento, onde trocou tiros com os policiais que foram alertados nos primeiros tiros do memorial, onde acabou morto.

O tiroteio no Parlamento do Canadá e arredores, que aconteceu na manhã de ontem (22) deixou as forças de segurança de todo o país em alerta, principalmente em prédios públicos, postos de fronteira, bases militares e aeroportos, incidente que assustou o país. A imprensa canadense relata a existência de dois ou três atiradores, tendo sido disparados cerca de 50 tiros.

Após os Ataques[editar]

Quase 12 horas depois do tiroteio no Parlamento do Canadá, a Polícia de Ottawa liberou o perímetro de segurança que havia isolado do público para procurar outros possíveis atiradores. “Não existe mais uma ameaça para a segurança pública na região”, informou em nota em seu site oficial e pelo microblog Twitter. A área do Parlamento, no entanto, continuará isolada do público para as investigações.

A Polícia de Ottawa disse ainda que a Real Polícia Montada do Canadá, a maior força de segurança do país, assumiu o comando das investigações e que ambas agradecem à população pela colaboração. A polícia local reforçou o pedido para que testemunhas do tiroteio ajudem nas investigações com depoimentos e enviando fotos ou vídeos sobre o incidente de hoje. “Os moradores vão continuar a vendo um aumento da presença policial em áreas-chave nos próximos dias”.

Em Quebec, militares foram orientados a deixar de usar seus uniformes fora de suas bases, a não ser quando estiverem realizando operações, além de não fazerem paradas entre suas casas e a base, por exemplo, em postos de gasolina, creches e supermercados.

Stephen Harper[editar]

Durante o tiroteio, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, estava no Parlamento e foi retirado do edifício. O perímetro de segurança junto ao Parlamento levou também ao fechamento da Universidade de Ottawa. A polícia também pediu para a população se manter em casa ou, pelo menos, longe do local. A residência oficial do primeiro-ministro, que fica em frente ao Parlamento, também foi evacuada.

Em cadeia nacional de rádio e TV, o chefe de governo, Harper deu declaração à nação na noite de ontem que o atirador que "aterrorizou" o Parlamento federal "foi um terrorista" que assassinou, "a sangue frio", um soldado das Forças Armadas do país. "O tiroteio, que ocorreu durante a manhã de ontem no bloco central do Parlamento, foi um ataque a todos os canadenses", acrescentou o chefe de governo. Ele destacou que os canadenses "não vão ficar intimidados".

Ele disse também que o "trágico incidente vai fortalecer a determinação do Canadá em localizar supostos terroristas no país e ajudar os aliados internacionais a derrotar os terroristas no Iraque". Em outubro, o Canadá anunciou o envio para o Iraque de seis aviões caças-bombardeiros CF-18 Hornet, um avião-tanque para reabastecimento em voo e dois aviões Aurora de vigilância.

O primeiro-ministro do país participaria na tarde de hoje, em Toronto, de uma cerimônia na qual seria concedida a cidadania canadense a Malala Yousafzai, a ativista paquistanesa de 17 anos ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2014. A adolescente se tornou mundialmente conhecida pela defesa dos direitos humanos das mulheres e seu acesso à educação, proibido pelos talibãs na região onde vivia e sofreu uma tentativa de assassinato.

Suspeita[editar]

O atentado aconteceu dois dias após um homem suspeito de ter ligações com grupo extremista Estado Islâmico atropelou propositadamente dois soldados canadenses em Quebec, matando um deles, durante a perseguição policial, foi morto a tiros.

O motorista fazia parte de uma lista com 90 nomes investigados pelas forças de segurança canadenses, o que levantou o alerta sobre ataques terroristas no Canadá, conhecido internacionalmente por sua tranquilidade e qualidade de vida de sua população.

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Fontes[editar]

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