Gripe A chega a presídios paulistas

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Agência Brasil

14 de agosto de 2009

Brasil

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo confirmou a existência de dois casos de contágio pelo vírus Influeza H1N1 entre a população carcerária. Um deles ocorreu no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba e o outro, em Ribeirão Preto, no interior paulista. Nos dois casos, segundo a secretaria, os presos passam bem. Existem ainda outros três casos suspeitos também na unidade de Ribeirão Preto.

Nas áreas onde o vírus já se manifestou, foram distribuídos gel antisséptico e máscaras cirúrgicas para reeducandos e funcionários que mantêm contato direto com os presos. Por meio de nota, a secretaria informou ainda que estão sendo tomadas medidas preventivas nas 146 unidades prisionais do estado.

De acordo com as orientações repassadas aos funcionários, se algum preso apresentar os sintomas da doença ele deve ser, imediatamente, retirado da unidade penal e removido para casa de saúde local ou da região, para realização de exames clínicos.

Se for confirmada a infecção, o doente deverá permanecer internado e os órgãos de saúde avisados para que tomem as providências necessárias. O visitante com sintomas da doença também será orientado a não entrar nas unidades penais e a procurar atendimento médico.

O ambiente dos presídios, em geral, superlotado e com falta de higiene é motivo de preocupação, alerta o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas e membro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). “É um rastilho de pólvora porque a falta de higiene favorece a formação de um caldo de cultura que pode provocar uma rápida propagação da doença”, justificou o médico.

Para que medidas preventivas sejam eficazes nesses locais é necessário alterar toda a estrutura dos presídios, o que inclui sistemas de segurança e ações complexas que, segundo o especialista, "não se fazem de um hora para outra".

Em nota oficial, o Cremesp afirma que a situação das populações carcerárias é preocupante uma vez que não há medidas de prevenção e tratamento suficientes nas unidades prisionais. O quadro de pandemia, segundo a instituição, é “uma situação inédita e complexa que requer envolvimento e esforços de toda a sociedade”.

Fontes

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