Fidel responsabiliza EUA por crise no Paquistão

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28 de dezembro de 2007

Fidel Castro

Fidel Castro em mensagem divulgada nesta sexta-feira na abertura da sessão do parlamento cubano, responsabilizou os Estado Unidos pela crise no Paquistão, após o assassinato de Benazir Buttho.

Ricardo Alarcón, presidente do parlamento lendo a mensagem disse que Castro mencionou que o ocorrido no Paquistão "é outro exemplo dos perigos que ameaçam a humanidade, o conflito interno de um país que possui armas nucleares".

"Isso é conseqüência das políticas aventureiras e guerras para apoderar-se dos recursos naturais do mundo desatadas pelos Estados Unidos", disse Fidel.

Benazir Bhutto foi assinada nesta quinta feira em um atentado no qual também morreram outras 20 pessoas em Rawalpindi, um subúrbio de Islamabad ao participar de um comício de seu partido, a principal formação de oposição do presidente Pervez Musharraf.

Fidel Castro disse ainda na mensagem que não é uma pessoa apegada ao poder, embora já o tenha sido, e que, antes mesmo do triunfo da revolução, achava que seu dever era lutar pelos ideais "ou morrer em combate".

Em seu pronunciamento, o líder cubano de 81 anos, que não aparece em público desde que adoeceu, e passou o governo para seu irmão Raul há 17 meses, se referiu a uma mensagem emitida em 17 de novembro, na qual disse que seu "dever elementar" não é se agarrar a cargos, e "muito menos obstruir a passagem de pessoas mais jovens", mas transmitir "experiências e idéias cujo modesto valor provém da época excepcional" que vivenciou.

Fidel terminou dizendo: "Posso acrescentar que, numa época, fui (uma pessoa apegada ao poder), por excesso de juventude e falta de consciência, quando, sem mentor algum, ia saindo da minha ignorância política e me tornei um socialista utópico".

Fontes[editar]