Fidel Castro deixa a presidência de Cuba

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6 de agosto de 2006

Esta semana ocorreu um evento que pode mudar a história da América Latina. O líder do regime comunista em Cuba, Fidel Castro, se afastou do poder e o entregou-o pelo menos interinamente a seu irmão Raúl Castro. Para os dissidentes do regime foi uma vitória, uma vez que uma das alegadas causas para o Comunismo perdurar na ilha é o carisma que Fidel tem junto à população.

A entrega do cargo aconteceu as vésperas de Fidel completar 80 anos. Ele foi hospitalizado após sofrer uma forte hemorragia na região do abdômen.

Os médicos cubanos afirmam que não se trata de nada grave, o mal teria sido provocado em decorrência dos esforços seguidos que Fidel fez no último mês. Esta versão é disputada por especialistas da área, que alegam que o real motivo da internação seria um tumor ou diverticulite.

Independente de ser uma hemorragia ou tumor, é facto que cubanos exilados em Miami, dissidentes residentes em Cuba e o governo do Presidente George W. Bush dos EUA pressionam para que ocorram mudanças democráticas. Numa transmissão feita por televisão e rádio na sexta-feira, a Secretária de Estado Condoleezza Rice incentivou os dissisentes a "libertar" Havana.

O sucessor

Raúl Castro, o novo responsável para conduzir Cuba pelo menos nas próximas semanas possui um bom currículo, sendo uma figura sempre presente ao lado de Fidel ao longo do processo revolucionário. Atualmente ocupava a vice-presidência e o Ministério da Defesa. Foi um militar destacado e é muito respeitado por seus colegas. Seu maior problema é com as palavras. Diferente de seu irmão, não consegue manter a atenção das pessoas por muito tempo, o que talvez seja este o motivo de ter evitado aparições públicas nos últimos dias.

Fontes