Familiares alegam que pastor chinês sofreu maus tratos na prisão

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Localização da cidade de Wuhan.

6 de julho de 2006

Na República Popular da China, Gong Shengliang, pastor da Igreja do Sul da China, sofreu maus tratos na prisão, informaram seus familiares para a ONG China Aid Association (CAA).

A última agressão registrada contra Gong teria acontecido no dia 21 de março na Prisão de Hong Shan, na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, local onde Shengliang cumpre pena. Como resultado da agressão, Shengliang teria ficado impossibilitado de mexer sua boca por três dias e além da perda de parte da audição no ouvido direito.

A Igreja do Sul da China, a qual pertence Gong Shengliang, não está registrada junto ao governo e por causa disso é considerada ilegal. Atividades religiosas são permitidas apenas para igrejas registradas. Mesmo assim, alguns cristãos chineses preferem participar de igrejas não registradas porque nas igrejas oficiais o governo impõe restrições ao funcionamento e controla o que é ensinado.

A CAA soube que as duas irmãs de Gong Shengliang: Gong Shuqin e Gong Shuzhen visitaram-no em 18 de abril e perceberam que seu rosto estava machucado. Segundo a CAA, Gong Shengliang contou às irmãs que um outro prisioneiro, designado pela guarda da prisão para vigiá-lo, foi responsável pela agressão, que aconteceu sem que houvesse antes nenhuma provocação. Shengliang disse que após ser agredido foi punido pela guarda com a perda de dois pontos em seu registro de méritos na prisão, enquanto que o seu agressor ficou impune e foi elogiado. Shengliang alegou que já pediu para ser transferido para outro grupo dentro da prisão, longe do agressor, mas seu pedido foi negado.

Familiares de Gong Shengliang disseram que ficaram sem receber notícias suas durante cerca de um ano, visto que a prisão proíbe a comunicação por cartas. As irmãs de Shengliang disseram que quando puderam visitá-lo tiveram permissão de ficar com ele por apenas 10 minutos.

O Pastor Gong Shengliang foi preso em 2001. Ele e outros cinco líderes da Igreja do Sul da China foram inicialmente sentenciados à morte, mas por causa das apelações e pressão internacional as penas foram comutadas para prisão perpétua.

Fontes