FMI diz que está pronto para trabalhar com autoridades gregas

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Agência Brasil

13 de julho de 2015

Lisboa —

Após os líderes da zona do euro terem chegado a um acordo com a Grécia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou, hoje (13) que está pronto para trabalhar com as autoridades gregas e os parceiros europeus para que avance esse “importante esforço”.

“O FMI está pronto para trabalhar com as autoridades gregas e os parceiros europeus para ajudar a mover este importante esforço para a frente”, registrou o fundo, em declaração divulgada hoje (13).

A mesma nota diz que a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, informou ao Conselho Executivo do fundo os resultados da reunião de líderes da zona do euro.

Os chefes de Estado e de Governo da zona do euro, reunidos em Bruxelas, chegaram na manhã de hoje a um acordo sobre a Grécia, após 17 horas de negociações. O acordo inclui um fundo com ativos gregos no valor de 50 bilhões de euros, a ser usado para abater a dívida e, sobretudo, para pagar o dinheiro que vier a ser usado na recapitalização dos bancos gregos.

Depois do acordo alcançado sobre um terceiro programa de ajuda à Grécia, o processo está agora do lado grego, uma vez que cabe ao Executivo, liderado por Alexis Tsipras, legislar sobre os assuntos acordados e levar ao Parlamento para aprovar.

Os parceiros europeus querem que, até quarta-feira (15), sejam aprovadas no Parlamento grego medidas como o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), a reforma do sistema de pensões ou a legislação laboral.

Ainda nesta semana, os parlamentos da Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estônia terão de aprovar a abertura formal de negociações para um terceiro resgate.


O governo grego decidiu manter os bancos fechados por um período que deve ser anunciado ainda hoje (13), disse à AFP uma fonte do Ministério das Finanças grego que pediu anonimato.

Segundo a fonte, o governo deve publicar na noite de hoje um decreto definindo a duração do prazo em que os bancos permanecerão fechados. A decisão ocorreu pouco depois de o Banco Central Europeu (BCE) anunciar que vai manter o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos perto de 89 bilhões de euros.

O país foi obrigado a impor um controle de capitais para evitar um colapso após as grandes retiradas de depósitos, ocorridas na sequência do anúncio do referendo feito pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras e da interrupção das negociações entre a Grécia e os seus credores (União Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional).

Atualmente, os gregos podem retirar até 60 euros por dia. Quem tem cartões de bancos estrangeiros, no entanto, sobretudo turistas, não tem limites de saque.

Após uma maratona de negociações em Bruxelas, os líderes europeus concluíram, hoje de manhã, um acordo para negociar um terceiro plano de resgate com a Grécia, o que permitirá ao país manter-se na zona do euro em troca de pesados sacrifícios durante três anos.

Fontes

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