FARC saúdam reeleição de Chávez

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Chávez visita um acampamento do MST no Brasil em 2005. Foto:Marcello Jr/ABr.

14 de dezembro de 2006

A organização paramilitar de esquerda Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército Popular (FARC-EP) divulgou uma carta saudando a reeleição de Hugo Chávez para o cargo de Presidente da Venezuela.

O comunicado foi assinado em 11 de dezembro de 2006 pelo Integrante do Secretariado e Chefe da Comissão Internacional das FARC Raúl Reyes e é endereçado a todo o povo venezuelano. Confira um techo da carta:

"Com nossa saudação fraterna que lhes enviamos das montanhas bolivarianas da Colômbia e as felicitações por tão bela demonstração cívica de Poder Popular, vão também nossos desejos de êxitos e de brava e incalculável perseverança na muito importante missão de consolidar a Revolução Bolivariana para o bem dos povos que habitam desde o Rio Bravo até a Patagônia e do resto do mundo!"

Ainda segundo a carta: "Ninguém pôde apresentar nenhum argumento contrário e até a oposição esquálida viu sua missão de “fraude” programada para as 15:00 desse dia no circo previamente preparado, com lona e tudo foi-se ao chão. Triunfou a maturidade e a claridade política, vermelha, vermelhinha, de forma irrefutável."

Segundo o comandantes das FARC: "O Mundo teve os olhos fixos na Venezuela, em seu povo e em seu Presidente candidato a reeleição. Quando exerceu seu direito ao voto em uma escola do Bairro 23 de janeiro, havia aí não menos que sessenta observadores... Viram o líder de um povo que como disse Martí, em sua Revolução Bolivariana se tornou vibrante e triunfante nesse homem. Glória ao bravo Povo, Glória ao Presidente Chávez! Foi derrotada uma nefasta máquina de propaganda desestabilizadora, mentirosa e golpista orquestrada da Casa Branca e o Pentágono. Assim foi no Brasil onde a mega-midia sofreu também no mês passado uma pomposa derrota..."

As FARC através de seu comandante Raúl Reyes também dizem: "As recentes jornadas eleitorais do Brasil, Nicarágua, Equador e Venezuela, entre outras, permitem-nos reafirmar a validez de um de nossos princípios formulado desde quando surgimos como Força Guerrilheira Móvel em 1964...".

E a carta das FARC termina com:

"Queremos também conservar as relações de amizade e boa vizinhança na fronteira com o irmão povo bolivariano e todas suas autoridades. Não podemos esquecer que temos um pai comum: O Libertador Simón Bolívar, e também um inimigo comum: O Imperialismo com as Oligarquias lacaias".

Fontes