Exames reprovam quase 90% dos formados em Direito no Brasil

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17 de maio de 2005

Brasil — Os exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), obrigatórios para o exercício das profissões de Direito a que se submetem todos os bacharéis formados na área tiveram este ano altos índices de reprovações em várias cidades no Brasil.

Em São Paulo foram reprovados na primeira fase do exame 87,8% dos candidatos. Segundo a OAB, o índice é o pior já ocorrido na cidade de São Paulo.

O alto índice de reprovação ocorre também em exames que foram aplicados em outras localidades brasileiras. No estado do Pará por exemplo, foram reprovados 81,9% dos candidatos. Em Ponta Grossa no Paraná, o índice de reprovação foi de 92,9% e na cidade de Cascavel, também no Paraná, foram reprovados 97,6% dos candidatos. No Distrito Federal, um dos locais em que ocorreram os melhores resultados, foram aprovados apenas 54,97%.

O baixo desempenho dos candidatos é um fenômeno que está a se repetir há vários anos. Em 2001, a OAB registrou um índice de reprovação de cerca de 56% entre todos os exames aplicados no Brasil. Naquele ano, São Paulo teve um índice de reprovação de 71,8%. [1]

O exame da OAB serve para verificar se o futuro profissional está apto ou não para o exercício da profissão de advogado. O exame tem duas etapas. Na primeira etapa o candidato deve resolver 80 questões e deve acertar metade das questões pelo menos para passar para a segunda etapa, na qual o candidato deve apresentar uma peça processual.

Fontes