Especulações acerca da eleição do novo papa

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

3 de abril de 2005

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

Os observadores do Vaticano sugerem que muitos fatores devem tomar parte na decisão de quem será sucessor de João Paulo II.

Algumas pessoas sugerem que é pouco provável que o próximo papa seja americano. Francis George cardeal de Chicago declarou em 2003 que "até certo ponto, ainda que fosse apenas na aparência, como vemos agora o fato de ser a única superpotência mundial, não seria útil à missão da igreja." Alguns dizem que a escolha de um Papa Francês também seria demais controversa.

O Polonês Karol Wojtyla foi o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Embora na tradição Católica, o papa carregue o título de Primaz de Itália, Arcebispo da Província Romana, ou "o Bispo de Roma," isto não necessariamente significa que ele deve ser italiano, ou romano, como foi demonstrado com a eleição de João Paulo. Todavia, a subida de um papa não-italiano em 1978 pode ser seguida agora por um desejo de retornar à seqüência de papas italianos.

Itália será o país com a maior representação no conclave, com 20 cardeais elegíveis. Os EUA ficam bastante atrás com 11, e atrás deles vêm o Brasil, com 4, e a França, com 5.

A Europa forma a coligação política maior com 58 eleitores papais, enquanto América Latina e a África têm 21 e 11 respectivamente.

João Paulo II foi um arcebispo relativamente desconhecido no momento da sua eleição, indicando que não é impossível para líderes de igreja que são pouco conhecidos mundialmente serem eleitos.

Muitos analistas sugerem a possibilidade forte que o cardeias procurarão evitar eleger um papa jovem na esteira do pontificado de 27 anos de João Paulo. A idade foi já um fator importante na escolha do pontífice durante a história da Igreja, e pode ser novamente. O New York Times avaliam que o cardeais podem escolher um papa ligeiramente mais velho "para evitar outro reinado longo," como o de João Paulo. Duas personaliades bastante queridas como Angelo Scola, de Veneza, 63 anos, e Christoph Schönborn da Áustria, com 60 anos, podem ser demasiado jovens para serem escolhidos para o cargo de papa. Existe também a sensação de que um papa mais velho pode servir como uma figura "de transição" após um longo papado.

Entre o 'papabili' mais proeminentes estão:

  • Dionigi Tettamanzi de Milão, 70 anos
  • Angelo Scola, patriarch of Venice, 63 anos
  • Josef Ratzinger, prefeito da Cúria, ex-Munique, 77 anos
  • José Maria Bergoglio, arcebispo jesuíta de Buenos Aires, 68 anos
  • Ivan Dias, Mumbai (Bombay), 68 anos
  • Rodriguez Maradiaga, Tegucigalpa, Honduras, 63 anos
  • Claudio Hummes, São Paulo, 70 anos
  • Francis Arinze, Nigéria, 72 anos

Os outros incluem Giovanni Battista Re, 71 anos, presidente da comissão de Vaticano para a América Latina, e Godfried Danneels, cardeal belga com 71 anos.

Os analistas sugerem que entre as questões importantes em volta da eleição do próximo pontífice estão: a posição dos candidatos quanto a socialismo e ao capitalismo, em relação a outras religiões ou o ecumenismo, o aborto, homossexualismo, celibato clerical, bem como o grau de progressivismo ou conservadorismo e as relações com a comunidade internacional.

Fontes