Entrevista de Jarbas Vasconcelos à revista Veja ainda provoca polêmica

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23 de fevereiro de 2009

Brasil

Em entrevista publicada à revista Veja no dia 14, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) concedida à revista "Veja", critica o PMDB, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), dizendo que ele representa o retrocesso, reagiu também contra Renan e acusou o programa Bolsa-Família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser eleitoreiro. Em relação ao PMDB, disse que boa parte do partido é corrupta.

O parlamentar afirma que a legenda é um "partido sem bandeiras, sem propostas nem norte" e a maioria dos seus integrantes "quer mesmo é a corrupção":


Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
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Jarbas afirmou ainda que o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte:


É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.
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Sobre a eleição de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado, o senador afirmou que é um completo retrocesso:


A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado.
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Reações

As reações só aconteceram em 16 de fevereiro. A Executiva Nacional do PMDB minimizou a entrevista do senador à revista "Veja". Em nota oficial, o PMDB classifica a entrevista de um "desabafo" de Jarbas e afirma que o partido "não dará maior atenção" à entrevista em razão da "generalidade" das alegações:


[A entrevista] não aponta nenhum fato concreto que fundamente suas declarações. Ademais, lança a pecha de corrupção a todo o sistema partidário quando diz que a 'corrupção está impregnada em todos os partidos'.
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Segundo a Executiva Nacional do PMDB, a entrevista de Jarbas trata-se de um "desabafo" ao qual a cúpula da legenda "não dará maior relevo".

A nota sinaliza que a cúpula do partido não pretende impor punições a Jarbas pela entrevista concedida à revista. A Executiva Nacional chegou a cogitar a possibilidade de expulsar o senador da legenda depois dos duros ataques direcionados ao partido. Integrantes do PMDB defenderam a saída de Jarbas porque avaliam que, com o seu peso político, o ex-governador de Pernambuco não pode atacar a legenda sem sofrer punições.

Oficialmente, o Palácio do Planalto e os aliados do presidente Lula evitaram comentar sobre as repercussões da entrevista. Mas todos confirmam que o clima de desconforto é completo.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou durante o evento na Cidade de Deus, no Rio de janeiro, que Vasconcelos desrespeitou o partido ao generalizar suas críticas à legenda:


Eu tenho um enorme respeito pelo senador Jarbas, pela sua história, e somos, inclusive, amigos pessoais. Em todos os partidos há bons e maus quadros, o PMDB hoje é o partido com maior número de governadores, deputados federais, senadores, prefeitos e vereadores. Portanto, generalizar, no fundo, é uma desconsideração com ele mesmo, porque é membro do PMDB.
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O governador afirmou que não leu a entrevista e, por isso, não iria se aprofundar no assunto:


O PMDB tem grandes quadros, pessoas sérias, eu não sou corrupto, o senador Pedro Simon não é corrupto, o governador [do Espírito Santo] Paulo Hartung não é corrupto, todos companheiros de Jarbas. Essa generalização é muita desrespeitosa a uma legenda que ele ajudou a construir.
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O presidente nacional do PMDB e da Câmara, Michel Temer (SP), repudiou as críticas feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos contra o partido e seus integrantes. Temer negou a intenção de punir Jarbas, mas admitiu que dará andamento a uma eventual representação contra o senador. Ele disse que está à disposição para dialogar com Jarbas. Temer reiterou ainda que "não dará relevo" às informações de Jarbas e referiu à nota do PMDB hoje:


Quero reiterar aquilo que a Executiva Nacional [do PMDB] divulgou por meio da nota. Nós, naturalmente, repudiamos a informação de que o PMDB é corrupto. Nós temos sete governadores, mais de 1.203 prefeitos, 8.600 vereadores, senadores, 95 deputados federais e estaduais, e a generalidade das informações dadas pelo senador Jarbas que nos levaram aquela nota.
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Segundo Temer, as informações de Jarbas foram genéricas e não precisas, quando ele tratou sobre corrupção e desvios de conduta no partido. Por isso, o comando da legenda não pretende investigar as acusações do senador:


Nós não queremos dar relevo a uma coisa que não tem uma certa especificidade. Se houver especificidade, evidentemente nós iremos apurar. Não há intenção de apenar o senador Jarbas. O que há é a intenção de repudiar a informação genérica contra ele. Peso por peso não se discute.
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Temer sinalizou que se houver uma representação contra Jarbas para abrir um processo para sua expulsão, o caso será levado adiante pelo PMDB:


Evidentemente se surgir alguma representação contra ele, nós vamos examinar. Mas a nossa palavra está naquela nota.
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O governador do estado do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), reagiu a entrevista e afirma que Vasconcelos foi infeliz e genérico:


Sou do PMDB não sou corrupto nem meu governo é corrupto. (...) Se há alguma coisa de corrupção dentro do PMDB, ele tem que ser específico e claro. Acho que nosso partido deveria solicitar do senador que aponte quais são as questões que ele quer abordar e não colocar no genérico. Generalizar é muito estranho.
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O governador do Amazonas disse que conversou com o presidente do Senado, senador José Sarney, com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, e com o governador do Rio de janeiro, Sérgio Cabral:

Disse a eles da minha indignação em relação a matéria [da "Veja"]. O Jarbas sempre foi para mim uma pessoa extremamente equilibrada, uma referência. Foi uma infelicidade gigantesca a entrevista.
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No dia 17, recém-saído do hospital, José Alencar, também afirmou não ter lido a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em qual o parlamentar acusa o governo e o PMDB de corruptos. "Saúde é mais importante do que política", disse Alencar.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff se recusou a falar sobre as declarações de Jarbas. Diante da indagação de repórteres sobre o PMDB, deu as costas e, numa demonstração de desagrado, disse: "Tem dó".

No mesmo dia, o presidente estadual do PMDB em São Paulo, Orestes Quércia, aliado do José Serra, acusou o governo Lula de criar um ambiente propício à corrupção no país. Quércia afirmou que o governo dilui responsabilidade ao promover o loteamento de cargos na máquina, em vez de deixar um ministério inteiro a cargo de um único partido.

Ao comentar a entrevista do senador Vasconcelos, Quércia disse não concordar que "boa parte do PMDB" queira corrupção. Mas admitiu que "o PMDB pode ser contaminado à medida que participa do governo, desse processo da forma que o governo faz, loteando cargo". Questionado se acredita em corrupção no PMDB, disse que "existe isso tudo, de maneira geral, no país, no governo". Mas, poupando os senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL), duvidou que seja generalizada.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticado por Jarbas na entrevista, mais uma vez se negou a rebater o companheiro de partido: Já comentei que não vou comentar.

Bolsa-Família

O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) respondeu ao senador Jarbas Vasconcelos, que acusou o programa Bolsa-Família de ser eleitoreiro. Patrus disse que os critérios de inclusão no programa não são político-partidários e que há diálogo com governadores e prefeitos de todas as legendas, inclusive da oposição:


Trabalhamos numa linha ética com representação suprapartidária. Não discriminamos ninguém nem colocamos recursos com critérios político-partidários.
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Segundo o ministro, o Bolsa-Família obedece normas legais e não há razões para levantar suspeitas contra o programa. "É um programa legal que está colocando a questão social e de pobreza dentro das políticas públicas. Há um diálogo permanente com a oposição, com prefeitos e governadores", disse.

Bastidores no PMDB

Nos bastidores, porém, a estratégia do PMDB é deixar eventuais sanções ao senador para o diretório regional do partido, em Pernambuco, sem uma ação direta da cúpula contra o parlamentar.

Há uma articulação para que os senadores encaminhem um requerimento à executiva solicitando a expulsão de Jarbas. O objetivo é abrir um processo interno contra Jarbas de que ele teria tornado sua permanência na legenda insustentável.

Quem deverá comandar as articulações contra Jabas é o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). No entanto, Calheiros ficou conhecido em 2007 por escândalo em que recebia dinheiro de lobista para pagar pensão a filha que teve fora do casamento e também ser sócio de umas das rádios no interior de Alagoas.

Assim, fragilizando o ex-governador a menos de dois anos das eleições majoritárias, o partido atuaria para tentar favorecer um outro político da região, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

Peemedebistas afirmam que, com o enfraquecimento político de Jarbas, que ficará sem sustentação do partido, o incentivo regional será canalizado para Múcio. Mas as negociações serão realizadas sutilmente, sem alarde, para evitar a interpretação de que há represália contra o senador.

Porém no dia 17, o grupo do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, desistiu de levar adiante as articulações para enfraquecer o senador Jarbas Vasconcelos dentro do partido. Os aliados de Renan interpretaram que uma eventual punição a Jarbas poderia favorecê-lo a migrar para legendas de oposição, como o PSDB. Eles chegaram a articular a elaboração de um requerimento à Executiva Nacional do PMDB, solicitando a expulsão de Jarbas.

O grupo pró-Renan concluiu que uma eventual expulsão de Jarbas do PMDB seria a justificativa que ele precisava para mudar de legenda, sem ser atingido pela severidade da lei de fidelidade partidária.

Porém, nos bastidores, tucanos ligados ao presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), indicam que não haveria espaço para Jarbas no partido. Na prática, Jarbas e Guerra têm nichos eleitorais semelhantes em Pernambuco e a presença do ex-governador na mesma legenda do tucano poderia prejudicá-lo.

Defesa

Porém, as articulações contra Jarbas não têm apoio de todo o PMDB. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi um dos únicos integrantes do partido a sair em defesa de Jarbas. Para ele, o pernambucano cometeu alguns equívocos, mas acertou de uma forma geral ao criticar o partido na entrevista. Simon disse que alguns dos erros de Jarbas foram generalizar as críticas e localizar os problemas apenas no PMDB. Para ele, há problemas em todas as legendas, não apenas entre os peemedebistas.

Assim como o ex-governador, Simon integra a chamada ala dos "dissidentes" peemedebistas que criticam com frequência o governo federal, embora o PMDB integre a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vasconcelos Discursa

Depois de fazer duras críticas ao PMDB e denunciar a existência de corrupção dentro do partido e as repercussões pelas declarações dos políticos, Jarbas Vasconcelos fez discurso no mesmo dia e descartou a possibilidade de deixar a legenda. Ao reiterar que grande parte dos peemedebistas está envolvida em atos de corrupção, Jarbas não quis revelar nomes com o discurso de que sua idéia é apenas fomentar o "debate" dentro da legenda:


Como posso citar nomes? É um número muito volumoso, eu não vim ficar como auditor do PMDB no Congresso. Eu não disse que todo o PMDB era corrupto, mas grande parte. São nos escalões superiores que a corrupção vive (...) Não acredito em expulsão. Pode ser que tenha um processo, mas as pessoas [corruptas] têm perfil conhecido. Eu não retiro nada do que eu disse, quem quiser [me] processar, procure o conselho de ética do partido.
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O senador classificou de "estapafúrdia e ridícula" a versão de que teria concedido entrevista à revista "Veja" com duras críticas ao partido com o objetivo de ser expulso da legenda. "É ridícula essa tese de que estou fazendo isso para ser expulso. Minha função é ser senador", afirmou.

Jarbas também rebateu as acusações de que as críticas ao PMDB são estratégia para ser lançado como vice na eventual chapa do José Serra (PSDB-SP) à Presidência da República em 2010. O senador também criticou as especulações de que suas críticas têm como objetivo fazê-lo ganhar destaque na mídia para as eleições do ano que vem:


Não quero ser vice, não sou candidato a vice. Eu não vou fazer barreira da minha atuação parlamentar para conquistar voto. Mas as pessoas também não podem querer que, depois de uma entrevista daquelas, eu vote no PT.
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Renan Calheiros e José Sarney

Jarbas disparou críticas ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) e ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O senador disse que vai manter sua prática de não participar de nenhuma reunião da bancada do PMDB presidida por Renan no Senado. "É uma posição de auto-desconforto. Eu sequer vou mais à reunião do partido, sobretudo agora, comandado pelo Renan", afirmou.

Em relação a Sarney, Jarbas criticou a sua candidatura para presidir o Senado e as eleições que resultaram na sua vitória. "A eleição do Sarney foi muito estranha, ele terminou cedendo à pressão do Renan. O Senado tem problemas de imagem internos e externos. Não combato o Sarney, mas as suas práticas", disse.

Na opinião de Jarbas, a única bandeira atual do PMDB é barganhar cargos no Poder Executivo, postura que, segundo ele, é liderada pelo grupo de Sarney e Renan:


O presidente Lula e o PT não inventaram a corrupção, mas a corrupção tem sido a marca do governo dele.
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O senador disse que suas críticas ao partido têm como objetivo debater questões essenciais ao PMDB:


Quem vai para um episódio desses sabe das consequências. Se eu desencadeei esse processo, cabe ao Senado, à bancada, provocar esse debate. Eu fiz a minha parte.
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Pedro Simon em Defesa ao Jarbas Vasconcelos

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) saiu em defesa do senador Jarbas Vasconcelos, em um recado para a cúpula do partido:


Eu sou favorável a falar, criticar. Se o partido tem alguma dúvida, que abra um processo. Mas acho que ninguém vai querer que ele [Jarbas] fale tudo o que sabe. O Jarbas, como eu, somos fundadores do velho PMDB. Nós temos que sair para eles ficarem? Eu me sinto muito bem dentro do PMDB.
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Simon disse que, apesar de não adotar o estilo que expõe as fragilidades da legenda, concorda com a maioria das críticas de Jarbas ao PMDB:


Não é o meu estilo nem o meu modo de agir, mas ele não fala apenas do PMDB, fala do PT, PTB, PSDB, de todos os partidos. A política brasileira é aquilo, a impunidade é um realidade.
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O senador disse discordar de Jarbas quando o peemedebista afirma, na entrevista, que vai apoiar o governador José Serra (PSDB-SP) para disputar a presidência da República em 2010, uma vez que defende a candidatura própria do PMDB ao Palácio do Planalto.

Sobre a decisão da Executiva Nacional do PMDB de não impor punições a Jarbas pelas suas críticas ao partido, Simon disse que foi uma "estratégia" da cúpula da legenda para isolar o senador e questionou:


Isso foi de propósito. Ele [Jarbas] achava que podia chamar essas questões para o debate. Mas pedir para expulsá-lo por que? Por que ele disse algumas coisas que o partido não gostou?
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A Folha Online apurou que a cúpula peemedebista decidiu colocar panos quentes na entrevista de Jarbas para tirar o senador dos holofotes—por isso anota classifica as afirmações do peemedebista de um "desabafo".

Ordem dos Advogados do Brasil

No dia 17, o presidente em exercício do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Vladimir Rossi Lourenço, cobrou do Ministério Público e do Senado a apuração "com urgência" as denúncias do senador Jarbas Vasconcelos:


Trata-se de uma denúncia que preocupa, uma denúncia grave vinda de um homem público como o senador Jarbas Vasconcelos, que já foi governador por duas vezes em seu Estado, prefeito do Recife e deputado.
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Segundo ele, "é urgente" que o Ministério Público, e a Corregedoria do Senado instaurem inquéritos e convoque o senador para que "apresente informações mais concretas sobre os fatos denunciados e para que denúncias dessa gravidade não caiam no vazio e não fiquem no terreno da generalidade, colocando sob suspeita inclusive a parte boa do Congresso e dos partidos":


Corrupção é crime, ainda que ele faça uma denúncia genérica de prática desse crime. Nós entendemos que o Ministério Público, que é o fiscal da lei, tem que se mobilizar na busca de mais informações, ouvindo inclusive o senador; assim como a Corregedoria do Senado precisa instaurar os procedimentos também para apurar a verdade. A sociedade não pode se calar
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PSOL

No dia seguinte das reações de políticos e partidos, os integrantes do PSOL, enviam carta para Vasconcelos, a carta assinada pelo senador José Nery (PA) e pelos deputados Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP), pedindo ao senador, torne públicos os nomes dos integrantes do PMDB envolvidos em atos de corrupção:


Para serem consequentes, suas denúncias devem vir acompanhadas do detalhamento de situações, nomes e fatos que gerem iniciativas aguardadas por toda a sociedade, em nome do interesse público. Esta seria uma saudável providência para que os fatos por Vossa Excelência relatados não caiam no esquecimento e possam ser devidamente apurados. (...) Estamos alinhados no combate efetivo os muitos focos de corrupção que contaminam a República. O PSOL jamais se furtou a exigir apurações, no mais das vezes engavetadas, quanto a casos concretos, como os mensalões petista e tucano, o escândalo sanguessuga e outros.
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Os parlamentares elogiam a atitude de Jarbas ao afirmar que o peemedebista enfrenta, no PMDB, problemas semelhantes aos de outros partidos:

Os graves problemas do seu partido, similares ao de outros igualmente grandes, acometidos de nanismo moral, derivam de um sistema político calcado no patrimonialismo e no elitismo.
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Blog

Na última segunda-feira, senador Jarbas Vasconcelos e dois deputados, Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR), iniciaram um novo movimento no Congresso, informa o Blog do Josias.

Segundo o blog, o trio se reuniu na semana passada, nas pegadas da entrevista em que Jarbas dissera que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", e decidiu organizar, já na primeira semana de março, um encontro suprapartidário para formar uma frente parlamentar anticorrupção.

Pelas contas de Gabeira, informa o blog, o grupo pode atrair algo em torno de 30 congressistas de oposição, entre deputados e senadores.

O senador Pedro Simon disse que o partido olha para a sucessão presidencial de 2010 com visão de negócios. Para ele, a legenda vai optar por quem "pagar mais" em troca do apoio, seja Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), informa o Blog do Josias:


O PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e quem ganha mais", disse Simon. "[O PMDB rendeu-se] à política de quem paga mais. Eles ficam esperando para ver quem paga mais.
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O senador criticou o partido, afirmando que a forma de atuação do PMDB não nasceu sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva:


O PMDB fez de tudo para agradar o Fernando Henrique [Cardoso] e conseguiu 'carguinhos'. Agora faz a mesma coisa com Lula.
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Fontes