Eduardo Pazuello deverá ser punido pelo Exército após ato público; Bolsonaro tenta intervir

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25 de maio de 2021

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RBA

O general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello poderá ser enviado para a reserva após participar de uma manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no último domingo (23). A informação é da jornalista Marília Sena, do Congresso em Foco.

A decisão da punição foi tomada pelo comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, já que Pazuello infringiu o artigo 45 do Estatuto Militar, que proíbe a participação de oficiais da ativa em atos políticos.

A Folha de São Paulo também noticiou, anteontem, que generais da cúpula do Exército conversaram por telefone sobre o que ocorreu no Rio de Janeiro e disseram, em conversas reservadas, que Pazuello tomou uma “decisão descabida” e houve "uma transgressão a normas básicas do Exército”.

A transferência de Eduardo Pazuello a reserva é dada como certa, já que os integrantes do Alto Comando avaliam que a ida do general da ativa ao palanque político do presidente passa uma “mensagem negativa a patentes inferiores”.

Bolsonaro em crise com as Forças Armadas

Segundo O Estado de São Paulo, Bolsonaro e o ministro da Defesa, general Braga Netto, proibiram ao Comando do Exército a divulgação de uma nota ontem (24) sobre a participação de Pazuello no ato político com o presidente. A ordem, segundo o jornal, foi cumprida e o Exército acabou não se pronunciando.

Uma eventual punição ao ex-ministro da Saúde e general depende agora de um processo no qual o militar deve apresentar suas alegações de defesa. Ele será notificado e a investigação pode levar 30 dias. O vice-presidente Hamilton Mourão disse ontem que “é provável” que seja punido. “Ele também pode pedir transferência para a reserva e aí atenuar o problema”.

A decisão de enviá-lo para a reserva, segundo analistas, era delicada, pois Bolsonaro, poderia reverter a punição aplicada por Nogueira e criar uma crise com os militares.

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