EUA e França pedem para que Síria saia do Líbano

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6 de março de 2005

As tropas sírias ocupam o Líbano desde 1976.

Os Estados Unidos e a França pedem repetidamente à Síria para retirar-se completamente do Líbano. Os dois países conduzem uma campanha internacional, baseada na Resolução 1.559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Presidente da Síria Bashar al-Assad prometeu retirar gradualmente as suas tropas da região, mas o Departamento de Estado dos EUA exige uma retirada imediata e completa e diz que a promessa de Bashar é insuficiente.

O ministério das relações exteriores francês disponibilizou uma declaração onde se lê:"Reconhecemos o anúncio feito pelo Presidente da República da Síria sobre sua decisão de seguir a Resolução 1. 559 das Nações Unidas. Esperamos, portanto, que ele retire totalmente as suas tropas e operações militares do Líbano tão logo seja possível." Assim como os Estados Unidos, a França pede repetidamente à Síria para retirar-se totalmente do Líbano.

Segundo o ministro sírio Buthaina Shaaban: "O exército sírio quer sair rapidamente ... o mais rápido que a logística possa permitir."

Outros países compartilharam as preocupações de EUA e França:

  • O Ministro das Relações Exteriores canadense Pierre Pettigrew afirmou: "O anúncio de hoje feito pela Síria sobre o deslocamento das suas tropas do Vale de Beka'a até a fronteira sírio-libanesa é inadequado perante as promessas sírias, as exigências do povo do Líbano e da comunidade internacional".
  • O Ministro das Relações Exteriores jordaniano Hani al-Mulqi disse: "A implementação da resolução deve resultar num Líbano mais forte e num Líbano não dividido."
  • O Ministro das Relações Exteriores israelense Silvan Shalom disse que uma retirada completa síria "permitirá eleições livres e democráticas, ao permitir que o libanês eleja os seus próprios líderes para criar um país independente, não Estado vassalo, e talvez num futuro próximo conduza... a um maior entendimento e talvez até paz com Israel."

O líder de oposição libanês Walid Jumblatt elogiou o anúncio de al-Assad's Bashar, e chamou-o de "um ponto de partida positivo". Outros líderes, como o ex-Presidente Amin Gemayel estão preocupados com a possibilidade de "o exército sírio ficar na faixa montanhosa, dentro da fronteira libanesa".

A campanha internacional para pedir à Síria para retirar-se do Líbano teve grande destaque depois do assassinato do ex-Primeiro Ministro libanês Rafik Hariri, em Beirute, no dia 14 de fevereiro de 2005.

Ver também

Fontes

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