Doença ainda desconhecida pelos agricultores faz milho apodrecer antes da colheita

25 de janeiro de 2021

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Por Brasil de Fato - RS

Agricultores familiares da região do Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, nos municípios do entorno da cidade de Erechim, notaram uma doença estranha afetando milho a formação de orelhas. O feijão, em vez de se formar normalmente, fica preto e apodrece. Esse problema foi encontrado nos estados de Santa Catarina e Paraná. Algumas pessoas afirmam que mais de 20% das safras são perdidas, o que pode causar perdas significativas. Outros afirmam que, com exceção da silagem causada por grãos de baixa qualidade ou plantas afetadas, a perda chega a 60%.

A Rede Cooperativa de Tecnologia (RTC) da Cooperativa Central Gaúchas do Leite (CCGL) - uma das principais empresas propagadoras de sementes de milho do RS, as chamadas "seedeiras" - emitiu "alertas" e orientações aos produtores e assistentes técnicos, chamando-a " vertigem "" É causada por vírus, bactérias e fungos disseminados pelas cigarrinhas, um inseto comum na cultura do milho. A empresa também afirmou que os sintomas aparecem após a floração, levando à “morte prematura da planta, redução do tamanho da espiga, enchimento incompleto do grão, morte da espiga, flacidez do grão e colapso da planta”, que podem ser causados por “especuladores de fungos Pythium e causados por Fusarium. A empresa recomenda intervenções químicas ou biológicas a cada 5-7 dias. No entanto, perceba que não há nada a fazer depois da área infectada.

Quando os agricultores entendem, não há nada a fazer. Uma das intervenções químicas recomendadas é por meio de inseticidas à base de "neonicotinóides", uma Agrobacterium que foi considerada responsável pela morte de abelhas e, portanto, foi proibida em muitos países.

Hélio Meca, agricultor de Chopinzinho (PR) e líder do Movimento Popular (MAB) atingidos pela barragem, relatou: “Teve uma doença na planta dos pés e caiu sem nenhum. O efeito é que o milho colhido é de má qualidade e perdeu muita produtividade. José Valério Cavalli, líder do Sindicato da Unidade da Agricultura Familiar do Alto Uruguai (Sutraf / AU) do Rio Grande do Sul, afirmou: “Na formação da espiga, quando se forma o grão, surgem problemas, morrem”. Outros relatos de fazendeiros mencionaram que as plantas eram fracas, atrofiadas, orelhas malformadas, mofo, grãos ocos ou podres. “Além da estiagem e da falta de apoio do governo, agora mais este problema”, desabafa Mecca.

De acordo com informações fornecidas por sindicatos, líderes de movimentos sociais e técnicos de campo, as variedades mais afetadas são Dekalb 230, Agroeste 1666, Agroceres 9025, Morgan 699 e algumas variedades Pionner. Todos os transgenes, com transgenes Bt e RR, maturidade precoce e maturidade super precoce. O sindicalista José Cavalli disse: "Essas variedades são mostradas aos agricultores pela empresa como 'produtos de topo', e os preços das sementes são muito altos".

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