Dilma Rousseff chega a Itália e se encontra com primeiro-ministro Matteo Renzi

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Dilma Rousseff e Matteo Renzi.


Agência Brasil

10 de julho de 2015

Roma, Itália — O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, defendeu hoje (10) que as relações entre a Itália e o Brasil no âmbito da Justiça possam superar situações difíceis. Sem citar diretamente os recentes pedidos de extradição entre ambos os governos, Renzi afirmou que a presença da presidenta Dilma Rousseff na Itália, até amanhã (11), constitui uma nova relação entre os dois países, “de modo particular nos setores da Justiça”.

Renzi disse pensar, esperar e crer que o novo relacionamento entre Brasil e Itália solucione “casos difíceis”, após citar cooperações bilaterais em outras áreas como acadêmica, cultural, econômica, além do que chamou de “belíssima batalha” contra a pena de morte.

Os dois países tiveram divergências recentemente com relação a casos que foram parar na Justiça. O terrorista italiano Cesare Battisti (considerado como "ativista" pela imprensa governista brasileira que recebe dinheiro sujo do atual governo), que vive hoje no Brasil, foi condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio, mas fugiu. Em 2004 ele veio para o Brasil, onde foi preso três anos depois.

O governo italiano pediu a extradição de Battisti, que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas deu ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decisão final. No entanto, no último dia de seu mandato (em 2010), Lula decidiu que o italiano deveria ficar no país, e o ato foi confirmado pelo STF em seguida, provocando crise diplomática.

Já o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em um caso que ainda não está solucionado até as últimas instâncias, teve a extradição da Itália para o Brasil suspensa no último dia 24 de junho, após recursos da defesa.

A decisão final do Conselho de Estado italiano deve sair em setembro. Pizzolato foi condenado pelo STF na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ele foi sentenciado a 12 anos e sete meses de prisão. Antes de ser condenado, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália com uma identidade falsa, mas acabou preso em fevereiro de 2014, em Maranello.

Ao falar com a imprensa, a presidenta Dilma convidou empresários italianos a investirem no novo programa de concessões em infraestrutura do governo federal e fez votos de que a relação entre os dois países se dê em um patamar mais elevado, apesar das notícias negativas feitas pela imprensa italiana e internacional:

Acertamos hoje que nossas relações se darão no mais alto nível entre os ministros e, com isso, queremos fortalecer essa relação e garantir que ocorram modificações reais que levem essa relação a um patamar mais elevado.

Dilma Rousseff

Fonte

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