Desmatamento na Amazônia cresce e piora imagem do Brasil no mercado internacional

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12 de julho de 2020

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Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a destruição da Amazônia atingiu um recorde em junho. O alerta de desmatamento é de 1.034,4 quilômetros quadrados, o maior nível da história, um aumento de 10,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os resultados foram divulgados um dia depois de uma reunião em que investidores estrangeiros pediram ao governo brasileiro medidas para proteger as florestas.

A área atingida no primeiro semestre do ano cresceu 25% em relação ao mesmo período de 2019, atingindo 3.069,57 quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes a área de São Paulo. Em 11 meses de resultados acumulados, o aumento foi de 64%. Esses números fazem com que investidores internacionais cobrem taxas do governo brasileiro.

O encontro virtual desta quinta-feira (9) reuniu representantes de dez fundos privados estrangeiros e o vice-presidente do conselho de administração da Amazon Hamilton Mourão. Os investidores exigiram compromissos para combater o desmatamento e incêndios, cumprir as leis climáticas e florestais e exigir que o público obtenha dados sobre a destruição.

Esta não é a primeira denúncia contra a proteção florestal no Brasil. Em junho, 30 fundos de investimento pediram para conter o avanço do desmatamento. A pressão também vem de empresas estatais. No início desta semana, 40 empresários brasileiros assinaram uma carta dirigida a Mourão em que expressam as suas preocupações com a imagem negativa do Brasil no exterior.

Após encontro com investidores estrangeiros na quinta-feira (9), o general chegou a afirmar que as denúncias são baseadas em interesses comerciais que prejudicam os interesses do agronegócio brasileiro. Ironicamente, o comunicado foi divulgado depois que o próprio Mourão pediu à organização fundos para operações de proteção. "É claro que quem está incomodado com o andamento da produção brasileira vai de alguma forma buscar travar o desenvolvimento desse tipo de produção, como tem feito".


Referências

Fontes


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