DEA e Polícia Colombiana desmantelam rede de narcotraficantes que utilizava animais para enviar droga

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Cachorros Labrador e Rottweiler foram utilizados para transportar a droga (DEA).
Algumas das bolsas retiradas dos cachorros (DEA).

3 de fevereiro de 2006

Colômbia —

Uma operação conjunta entre a DEA dos Estados Unidos da América e a Polícia Anti-narcóticos da Colômbia permitiu a desarticulação de uma suposta rede de narcotraficantes que utilizava cachorros das raças Labrador e Rottweiler para enviar cocaína e heroína para a América do Norte.

Foram capturadas 22 pessoas em várias cidades da Colômbia, sendo que os EUA solicitaram extradição para sete delas, segundo afirmou o comandante da Polícia Anti-narcóticos, General Jorge Alirio Barón. Os suspeitos são: Gabriel de Jesús Gil, Carlos Alberto Estrada, Blanca Flor Lobo, Diego Alejandro Fernández, Lizet Franco, Andrés Felipe Álvarez e Gabriel Jaime Echeverry. Há ainda uma outra pessoa que foi presa nos Estados Unidos.

A suposta quadrilha, que operava a partir de Medellín, foi descoberta depois que agentes colombianos e norte-americanos encontraram numa chácara dez cachorros da raça labrador, seis dos quais tinham sido operados para colocar 14 bolsas de heroína líquida no estômago. As bolsas, que foram detectadas usando ultrasom, pesavam ao todo 3 kg e estima-se que valham cerca de US$ 200 mil. Na tentativa de retirar a droga três dos seis cães morreram.

O veterinário que realizava as operações é, segundo a DEA, Andrés López Flórez, que ao que parece fugiu para a Espanha. Não se sabe ao certo o número total de cachorros que já foram usados pelos suspeitos.

Além da droga, as autoridades apreenderam US$ 80 mil em espécie.

Três dos cachorros foram adotados pela Polícia Anti-narcóticos. Pelo menos um deles será treinado para rastrear drogas.

Fontes