Crise diplomática entre Equador, Venezuela e Colômbia

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Fronteira entre Colômbia, Venezuela e Equador.

3 de março de 2008

Após o ataque de tropas colombianas que acabaram com a morte de Raúl Reyes em território equatoriano, o clima ficou tenso entre os dois países. A crise se segue na esteira da ameaça de Hugo Chávez à Colômbia.

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou na noite deste domingo a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito, Carlos Holguín, após a retirada de seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum, e solicitou uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade Andina de Nações (CAN) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano.

O governo da Colômbia afirma ter encontrado informações sobre supostas ligações do governo do presidente do Equador, Rafael Correa, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em computadores que pertenciam a Raúl Reyes. Em uma entrevista coletiva, o general Oscar Naranjo, diretor da Polícia Nacional colombiana, disse que os documentos encontrados nos computadores "permitem falar de um relacionamento estrutural das Farc tanto na Venezuela quanto no Equador", sendo que, no último caso, o relacionamento "está suportado por decisões oficiais do governo equatoriano".

Venezuela e Equador enviaram tropas à fronteira com a Colômbia, elevando a níveis inéditos a crise diplomática iniciada pela operação militar colombiana em território equatoriano.

Repercussões

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que "uma situação desta natureza sem dúvida carece de uma explicação por parte da Colômbia aos equatorianos, ao presidente equatoriano e ao conjunto da região".

A presidente entrou em contado com o presidente equatoriano Rafael Correa, com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, além de seus colegas do Brasil e da Argentina para tentar uma escalada do conflito.

Em Cuba, Fidel Castro escreveu em seu artigo semanal que "ouvimos com força no sul de nosso continente as trombetas da guerra em conseqüência dos planos genocidas do imperío ianque. Nada é novo! Estava previsto!", referindo-se a união entre Estados Unidos e Colômbia.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deve conversar, ainda na tarde desta segunda-feira, com sua colega argentina Cristina Fernández de Kirchner, sobre o impasse. Lula cogita mediar o conflito.

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Fontes