Covid-19 deixou 1,5 milhão de órfãos em todo mundo

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12 de outubro de 2021

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Na data em que se celebra o Dia das Crianças, este ano ao menos 113 mil brasileirinhos não têm muito o que comemorar, por terem perdido um ou os dois progenitores ou os avós responsáveis por seus cuidados para a covid-19. Isto é ao menos o que indica um estudo publicado na The Lancet em julho passado, coordenado por pesquisadores dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

O estudo foi feito entre março de 2020 e abril deste ano em 21 países, onde estima-se que neste período 1,5 milhão de crianças e adolescentes tenham ficado órfãos.

Comentando o estudo divulgado na The Lancet, a autora da pesquisa Susan Hills disse que "o crescimento da orfandade representa uma pandemia oculta associada à covid-19. Ao perder seus cuidadores, essas crianças podem enfrentar consequências adversas, incluindo situações de pobreza, violência e transferência para abrigos”.

Um outro estudo, publicado na Pediatrics e divulgado pelo CDC no dia 07 passado, revelou que 140.000 crianças ou adolescentes estadunidenses também perderam um dos pais ou responsável por seu cuidado entre abril de 2020 a 30 de junho de 2021.

O Top 5

No estudo publicado na The Lancet, os cinco países que lideram o ranking estão entre no grupo das nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 4ª posição, com uma taxa de 2,4/1.000, ou seja: de cada mil menores de 18 anos, entre março de 2020 e abril de 2021, 2,4 perderam um dos pais ou avós - ou todos - responsáveis por seus cuidados.

De forma geral, o maior contingente de crianças e jovens afetados está nas Américas, que tem uma taxa 2,4 vezes maior do que a soma de todas as outras regiões analisadas, indicou a pesquisa também.

  1. Peru: 10,2 órfãos a cada mil crianças
  2. África do Sul: 5,1
  3. México: 3,5
  4. Brasil: 2,4
  5. Colômbia: 2,3

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