Covid-19: no Brasil, regiões Sul e Sudeste são os epicentros da segunda onda

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27 de novembro de 2020

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Linha em vermelho mostra crescimento de casos no Brasil em novembro, com destaque para o dia 11

A tão temida segunda onda da pandemia de Covid-19 no Brasil – apontada pela Wikinotícias no dia 15 de novembro, mesmo antes que a grande imprensa nacional o fizesse – já é uma realidade, com as regiões Sul e Sudeste liderando o aumento em todo país. A maioria dos estados que nos últimos dois dias tiveram mais casos novos e mortes, segundo o painel do SUS Analítico, são destas duas regiões.

O ranking de novos casos é liderado por:

  • São Paulo: 4.320 (26.11); 4.507 (27.11)
  • Paraná: 3.726; 3.201
  • Santa Catarina: 3.420; 9.523
  • Minas Gerais: 2.851; 3.265
  • Rio Grande do Sul: 2.486; 7.813

* RJ e BA registraram de ontem para hoje, respectivamente, 5.412 e 4.204 novos casos.

Os estados com mais óbitos nos dois últimos dias são:

  • São Paulo: 129 (26.11); 146 (27.11)
  • Santa Catarina: 59; 34
  • Rio de Janeiro: 54; 91
  • Minas Gerais: 44; 42
  • Rio Grande do Sul: 39; 43

* GO registrou de ontem para hoje 39 novos dois óbitos; CE, 30 e PR, 29.

Segundo a Fiocruz em seu Boletim Observatório Fiocruz Covid-19 divulgado ontem, que traz dados das duas últimas semanas, “as maiores taxas de incidência de Covid-19 foram observadas nos estados do Acre, Roraima, Amapá, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, enquanto as “taxas de mortalidade por Covid-19 foram mais elevadas nos estados do Amapá, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal”.

Rio Grande do Sul fica todo em situação de “alto risco” pela primeira vez

Um dos primeiros estados a adotar um Modelo de Distanciamento Controlado (com o uso de bandeiras que variam das cores amarelo a preto, sendo a cor preta considerada a de “situação crítica”), o Rio Grande do Sul (RS) ficou todo marcado com a cor vermelha, a de “alto risco”, pela primeira vez desde a adoção do sistema. “É o pior momento da pandemia no estado”, enfatiza o texto divulgado ontem no website do Governo do RS.

Segundo o texto ainda, o número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 26% (de 830 para 1.047) entre 30 de outubro e 26 de novembro, enquanto o número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 54% (de 768 para 1.183) e o número de internados em UTI com Covid-19 aumentou 35% (de 573 para 775) no mesmo período.

"Estamos de fato vivendo uma segunda onda de coronavírus aqui no Rio Grande do Sul, assim como outras regiões estão vivendo”, disse o governador do estado, Eduardo Leite, em sua fala periódica ao vivo feita ontem, 27 de novembro.

Ele pediu que os gaúchos “evitem aglomerações e contatos desnecessários”. “Vamos trabalhar para afetar o menos possível a Economia, mas pedimos que todos tenham responsabilidade para evitar o agravamento da situação”, enfatizou, numa referência a um possível “lockdown”. “Um momento difícil está se aproximando para as próximas semanas”, terminou.


Rio de Janeiro em situação crítica: faltam leitos Covid

Mais de 350 pessoas aguardavam por leitos para Covid-19 ontem, segundo a Secretaria de Estado de do Rio de Janeiro. Destas, 151 estavam em condição grave, necessitando de internação numa UTI.

Segundo o Boletim da Fiocruz, a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado nos últimos dias é de 70%.

Fiocruz aponta tendência de piora do cenário geral

Em seu Boletim, a instituição apontou que existe uma tendência de piora da pandemia em todo Brasil. “A taxa de incidência, que já se encontrava em níveis altos por todo o país, voltou a subir em vários estados e em suas capitais nas duas últimas semanas”, reportou a Fiocruz, que, no entanto, sugeriu “cautela quanto a afirmar que o Brasil vive uma “segunda onda” da pandemia”.

Segundo a Fundação, as taxas de ocupação de leitos de UTI estão em “situação crítica” no Amazonas (86%) e Espírito Santo (85,1%), enquanto Santa Catarina (78,6%), Rio de Janeiro (70%), Minas Gerais (64,5%) e Bahia (61,1%) enfrentam uma “situação de alerta”.

Já as capitais com as taxas em “situação crítica” são Macapá (92,2%), Vitória (91,5%), Curitiba (90%), Porto Alegre (88,7%), Rio de Janeiro (87%), Florianópolis (83%) e Manaus (86%). Na zona de “alerta” estão Fortaleza (78,7%), Belém (78,3%) e Campo Grande (76,1%).


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