Covid-19: após semanas em queda, Brasil volta a ter aumento de casos e de mortes; dados indicam início da 2ª onda

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15 de novembro de 2020

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Painel do Conass em 14 de novembro

O Brasil registrou esta semana, segundo o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), 195.398 novos casos de Covid-19, o maior aumento em sete (07) semanas. A última vez que o país havia passado de 190 mil casos semanais havia sido durante a semana de 13 a 19 de setembro, quando ocorreram 212.553 infecções.

Já o número de mortes esta semana também subiu. Foram 3.389 óbitos e a última vez que as fatalidades no país haviam passado de três mil por semana havia sido entre 18 e 24 de outubro, quando morreram 3.228 brasileiros devido o Sars-CoV-2.

Os dados semanais se referem a Semanas Epidemiológicas, um período de tempo que começa sempre num domingo e termina no sábado seguinte.

Segunda onda no Brasil

Com os casos crescendo em algumas cidades e estados do Brasil, parte da imprensa e alguns profissionais da área da saúde e afins já falam sobre uma possível segunda onda no país, mesmo fenômeno que se deu na Europa após a "volta à normalidade" durante as férias de verão. Aqui, o fenômeno pode se dar após a queda nos números registradas no final de setembro, o que fez as autoridades "afrouxarem" as medidas de distanciamento social, permitindo uma certa "volta à normalidade", liberando a abertura de cinemas e a realização de eventos pequenos, por exemplo. Atividades durante a campanha eleitoral, como comícios, também podem ter ajudado para o crescimento dos casos nas últimas semanas.

O Rio Grande do Sul, por exemplo, voltou a ter diversas regiões em "bandeira vermelha" na sexta-feira passada - eram 3 na semana anterior e na sexta passaram a ser 11, o que representa um aumento de cerca de 300%. De acordo com o Correio do Povo, "segundo o governo estadual, há pelo menos dois meses não eram registrados altos níveis de hospitalizações por Covid-19 e de internações em leitos de UTI. O número de internados em leitos clínicos chegou, nessa quinta-feira [12/11], a 914 pacientes, aumento de 22% na comparação com a semana anterior".

Já no Amapá, onde os casos também crescem, o governador assinou um decreto no dia 10 passado proibindo aglomerações, inclusive de cunho político.

Segundo o G1 no dia 13 de novembro, o Distrito Federal e os estados de Santa Catarina, Mato Grosso, Acre, Amapá, Roraima, Tocantins e Rio Grande do Norte apresentavam indicativo de alta de mortes.

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