Covid-19: após falar mais uma inverdade sobre a pandemia, Bolsonaro se retrata; TCU já havia desmentido fala do presidente ontem

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8 de junho de 2021

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O presidente Jair Bolsonaro começou a semana falando mais algumas inverdades - segundo o Aos Fatos, que faz checagem de fake news, "em 883 dias como presidente, Bolsonaro deu 3.087 declarações falsas ou distorcidas" - quando ontem falou para apoiadores, em Brasília, que havia um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando que "em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid" e hoje, que havia "fortes indícios" de que os estados estariam supernotificando os números.

O TCU desmentiu o presidente ainda ontem, anunciando que não havia informações em relatórios do tribunal sobre os dados apontados pelo presidente. "O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que “em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid”, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje", anunciou o órgão no Twitter (veja aqui).

Após a polêmica, que ganhou destaque nos jornais impressos e televisivos mais importantes do país, hoje o presidente se retratou, dizendo aos apoiadores que havia errado.

Novos ataques a governadores

Ao mesmo tempo em que se retratou sobre a inverdade dita, Bolsonaro voltou a atacar os governadores, com os quais tem diversos conflitos devido à condução da pandemia no Brasil, já os tendo acusado de desviarem verbas enviadas pelo governo federal para ações contra a covid e contra os quais já ajuizou ações para impedir os lockdowns. Ele disse aos apoiadores que havia "fortes indícios" de que os estados estariam supernotificando os números da pandemia para receberem mais verbas. Segundo o UOL, o presidente, no entanto, disse isto "sem apresentar dados".

"E o próprio TCU dizia o quê? Que a lei poderia incentivar uma prática não desejável da supernotificação de covid para o estado ter mais recursos. A tabela, porém, quem fez fui eu, não foi o TCU. A imprensa usa para falar que eu fui desmentido, mas não tem problema", disse Bolsonaro, enfatizando ainda que haverá uma investigação acurada nos estados.


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