Covid-19: União Europeia pressiona AstraZeneca por mais vacinas de Oxford; empresa diz que cada país deve esperar sua vez

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28 de janeiro de 2021

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A União Europeia (UE) e a AstraZeneca têm se enfrentado nos últimos dias em função da insatisfação da União com a falta de doses da "vacina de Oxford", a ChAdOx1. Stella Kyriakides, Comissária da UE, disse num comunicado: "Deixe-me ser muito clara: os 27 Estados-Membros da União Europeia estão unidos de que a AstraZeneca tem de cumprir os seus compromissos no nosso acordo. (...) A visão de que a empresa não é obrigada a cumprir porque assinamos um acordo de 'melhor esforço' não é correta nem aceitável. Assinamos um Contrato de Compra Antecipada para um produto que na época não existia e que ainda hoje não está autorizado. E assinamos justamente para garantir que a empresa construa capacidade de fabricação para produzir a vacina antecipadamente, para que possa entregar um determinado volume de doses no dia em que for autorizada. A lógica desses acordos era tão válida na época quanto agora: oferecemos um investimento antirrisco inicial, a fim de obter um compromisso vinculante da pré-produção da empresa, antes mesmo de obter a autorização".

Já a AstraZeneca emitiu uma nota onde escreveu: "Compreendemos e compartilhamos a frustração de que os volumes iniciais de fornecimento de nossa vacina entregue à União Europeia serão menores do que o previsto. Isso se deve principalmente ao rendimento de produção inferior ao previsto, impactando o número de doses produzidas por lote. (...) A cada cadeia de abastecimento foi configurada para atender às necessidades de um acordo específico, a vacina produzida a partir de qualquer cadeia de abastecimento é dedicada aos países ou regiões relevantes e utiliza a fabricação local sempre que possível. Milhares de nossa equipe na AstraZeneca e em todos os nossos parceiros têm trabalhado sem parar desde março de 2020 para apoiar a fabricação de nossa vacina . Trata-se de um processo biológico que depende de cadeias de abastecimento complexas de matéria-prima e distribuição do produto acabado, bem como da rentabilidade dos lotes".

O assunto tem sido chamado pela imprensa de a "guerra das vacinas", ainda mais depois de ontem o presidente da farmacêutica Pascal Soriot dizer que a empresa não tem compromisso específico com a UE. “No nosso contrato está claramente escrito: ‘melhor esforço’, ou seja, ‘faremos o nosso melhor’, disse. Ele também explicou que o atraso se deve a um problema de produção na fábrica da Bélgica.

A posição da UE foi criticada por países emergentes e também não foi bem recebida na ONU (Organização das Nações Unidas). Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul e da União Africana, enfatizou que "Os países ricos do mundo adquiriram grandes doses de vacinas dos fabricantes e alguns países foram além e adquiriram até quatro vezes mais do que sua população precisa. E isso teve como objetivo acumular essas vacinas. E agora isso está sendo feito com a exclusão de outros países do mundo que mais precisam disto".

Fontes

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