Covid-19: Serrana registra recorde de casos, mesmo após imunização com a vacina CoronaVac

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1 de dezembro de 2021

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O que a Wikinotícias vinha reportando há alguns meses, de que a CoronaVac não havia tido um grande efeito positivo sobre casos e mortes por covid-19 na cidade de Serrana, ~100% vacinada com a vacina CoronaVac através do Projeto S - agora, finalmente, recebeu atenção da grande imprensa nacional, com o portal Poder 360 tendo reportado hoje que "o município (...) registrou em novembro o maior número de casos de covid-19 desde o início da pandemia". Foram 855 casos confirmados, "mais que os 706 registrados em janeiro (recorde anterior), quando poucos haviam sido vacinados. A cidade de 45.000 habitantes foi a 1ª a vacinar a população em massa, com a CoronaVac, em abril deste ano".

Em seis de novembro passado, a Wikinotícias divulgou na matéria intitulada "Covid-19: seis meses após imunização com CoronaVac, Serrana registra o mesmo número de mortes que nos meses anteriores", trazendo o dado que depois da vacinação em massa tendo sido finalizada em abril passado, a cidade havia registrado "novas 29 mortes por covid-19 de maio para cá [até 31/10/2021]. O número é praticamente igual ao registrado nos meses anteriores à imunização, de outubro de 2020 a março de 2021, quando foram reportadas 30 mortes pela doença na cidade".

Segundo o Poder 360, "a nova alta dos casos não foi acompanhada de alta de mortes por covid-19", mas, tampouco, segundo os dados divulgados nos boletins (aqui), houve uma redução significativa nos óbitos - e a previsão era que a redução de casos graves e, por conseguinte, de mortes, fosse de cerca de ~80% entre os imunizados com esta vacina.

Teoricamente, com uma eficácia de 80%, as mortes que entre setembro de 2020 e março de 2021 foram 37, deveriam ter sido de 07 a 08 entre maio e novembro de 2021, e não as 31 que de fato ocorreram.

No dia 29 passado, a Band também reportou que houve um aumento de casos na cidade.

Tabela comparativa
Antes da Vacinação Total de mortes Total de casos
Set/20 a mar/21 37 2.602
Depois da vacinação Total de mortes Total de casos
Mai/21 a nov/21 31 2.559

Nota: o mês de abril não foi adicionado porque foi o mês em que a vacinação foi terminada, no dia 11, e a imunidade de grupo adquirida completamente 14 dias depois.

Controvérsia sobre eficácia

No dia 23 de dezembro, dia marcado pelo Instituto Butantan, que envaza a vacina no Brasil, para envio dos dados da fase 3 dos testes no Brasil para a Anvisa, o Governo de São Paulo revelou que devido a uma cláusula no contrato os dados não poderiam ser enviados à Agência antes de serem revisados pela Sinovac devido a problemas na eficácia da vacina no Brasil, já que havia "alguma discrepância" com os dados dos testes feitos em outros países, e que por isto o laboratório chinês queria analisar os relatórios, para, segundo o Jornal Nacional, "unificar o resultado".

Um dia após, a Turquia anunciou uma eficácia de mais de 91%, enquanto no Brasil especialistas e a imprensa falavam sobre a possibilidade de uma eficácia bem menor, que poderia girar em torno dos 50%.

Em 6 de janeiro, o Butantan anunciou que a eficácia seria de 78% em casos leves e 100% para casos moderados e graves (nos estudos clínicos), solicitando autorização para uso emergencial na Anvisa dois dias depois.

O imbróglio em torno da vacina foi abordado pelo programa Fantástico no dia 10 de janeiro, que reportou que as taxas de eficácia divulgadas na semana anterior não seriam a taxa global. Segundo a reportagem, especialistas acreditavam que o número ficaria em torno de 63%. Ao programa, o diretor do Butantan, Dimas Covas, disse: "eu divulguei as taxas de eficácia clínica, que é o que interessa para esta vacina". (...) "A população não sabe o que é eficácia (...). Ela quer saber qual o efeito que a vacina tem". Instado a confirmar o número de 63%, ele respondeu: "não é o momento de divulgar todos os detalhes do estudo". A postura do Butantan destoou da de outros laboratório, como da Pfizer, Moderna e da própria Fiocruz, que haviam revelado a taxa exata geral de suas vacinas. A epidemiologista Denise Garret disse que o número era importante para que se pudesse prever a "meta da campanha de vacinação" e que uma suposta eficácia de 63% não seria ruim, pois estaria acima de 50%, número de eficácia mínimo exigido pela Organização Mundial da Saúde.

Enfrentando problemas com a não apresentação de dados necessários para a Anvisa, o Butantan anunciou no dia 12 que a taxa de eficácia global (geral) da vacina era de 50,38%, pouco acima dos 50% exigidos pela OMS.

O Chile reportou uma eficácia de 56% com duas doses, mas apenas 3% com uma única dose.

Referências

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