Covid-19: seis meses após imunização com CoronaVac, Serrana registra o mesmo número de mortes que nos meses anteriores

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6 de novembro de 2021

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A cidade de Serrana, em SP, que havia imunizado completamente cerca de 100% da população-alvo (adultos sem contraindicações) até 11 de abril passado com a vacina CoronaVac, através do Projeto S, com a imunidade de rebanho tendo sido alcançada no final daquele mês, registrou novas 29 mortes por covid-19 de maio para cá. O número é praticamente igual ao registrado nos meses anteriores à imunização, de outubro de 2020 a março de 2021, quando foram reportadas 30 mortes pela doença na cidade.

O dado consta no Boletim Epidemiológico 586 divulgado no dia 4 passado (aqui) com dados consolidados até o dia 31 de outubro, que detalha as mortes ocorridas a cada mês.

Baixa eficácia da vacina

No final de maio passado, o Instituto Butantan, que envaza a vacina, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, tinha anunciado que a vacina havia feito os casos sintomáticos de covid-19 despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95% na comparação dos dados desde o início do projeto com o restante do trimestre avaliado (em fevereiro, março e abril de 2021 houve 28 mortes).

No entanto, o Boletim mostra claramente que a vacina não conseguiu controlar a pandemia na cidade e que as mortes se mantiveram no mesmo patamar e os casos diminuíram, na realidade, apenas ~20,5%: foram 7.954 infecções de outubro de 2020 a março de 2021 e 6.315 de maio a outubro de 2021.

Um estudo divulgado em agosto passado pela Fiocruz que comparou a CoronaVac com a vacina da AstraZeneca indicou que pessoas que receberam as duas doses da vacina AstraZeneca tiveram uma proteção de 72,9% contra infecção e 90,2% contra óbito, enquanto as imunizadas com a CoronaVac tiveram um risco de infecção 52,7% menor e 73,7% menos chances de morrer.

Porém, em pessoas idosas a diferença é bem maior: dos 80 aos 89 anos, a vacina AstraZeneca teve um índice de proteção contra morte de 89,9%, enquanto a CoronaVac apresentou 67,2%. Acima dos 90 anos, esses índices ficaram em 65,4% nos vacinados com AstraZeneca/Fiocruz e 33,6% nos imunizados com a vacina da Sinovac.

O Ministério da Saúde já anunciou que não comprará mais doses da vacina para o Plano de Vacinação de 2022, devido à baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos e devido a mesma não possuir registro definitivo da Anvisa.

A vacina faz para da lista da OMS de liberadas para uso emergencial contra a covid-19.

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