Confusão durante reunião das CPIs dos Correios e Mensalão

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22 de setembro de 2005

Brasil

Na reunião conjunta das Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs) dos Correios e do Mensalão, de quarta-feira (21), houve confusão, com agressões física e verbal trocadas entre parlamentares brasileiros.

As CPMIs se reuniram no início da manhã (por volta das 10h), no Senado Federal, para ouvir o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.

As comissões tinham entre seus objectivos esclarecer depósitos de aproximadamente R$ 145 milhões feitos pelas empresas Telemig e Amazônia Celular nas contas das empresas SMPB e DNA, de Marcos Valério. O grupo Opportunity é sócio do Citigroup e de fundos de pensão da Telemig e Amazônia Celular, além de ser responsável pela administração das mesmas. Valério é acusado de operar o mensalão.

O clima da reunião ficou tenso quando a senadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Ideli Salvatti, citou uma suposta sociedade entre a filha do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), com Verônica Dantas, irmã do banqueiro. Parlamentares da oposição reclamaram. O líder do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP) criticou a senadora por levantar questões a respeito de "pessoas que não têm participação nos fatos investigados pelas comissões".

O nervosismo entre os integrantes das comissões atingiu o clímax depois que o deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) respondeu. O deputado João Fontes (PDT-SE) e a senadora Heloísa Helena (PSOL - AL) reagiram contra Valverde. Acusações, ofensas, empurrões, tapas e outras tentativas de agressão foram trocados entre os parlamentares do PSDB, PDT, PSOL e PT. Os seguranças tiveram que contê-los e o presidente da reunião, senador Amir Lando (PMDB-RO), suspendeu a sessão por alguns minutos.

Assim que a situação ficou dominada, Lando requisitou que fossem retiradas das atas as expressões injuriosas ditas pelos parlamentares antes e depois do incidente.

O banqueiro Daniel Dantas do Grupo Opportunity compareceu protegido por um habeas corpus preventivo concedido pelo Supremo Tribunal Federal, que garantiu-lhe o direito de não responder a algumas perguntas.

Parlamentares questionaram as relações do banqueiro com integrantes do governo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. Foram feitas perguntas sobre sua participação no processo de privatização de companhias de telefonia. Dantas disse que não teve nenhuma relação próxima com o governo passado.

Fontes