Computadores de Reyes vinculam Senadora Piedad Córdoba com as FARC

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26 de abril de 2008

Segundo informação divulgada pela imprensa colombiana, documentos contidos nos computadores de Raúl Reys vinculam a senadora Piedad Córdoba ás FARC.

Os computadores foram descobertos em meados de março depois do ataque do Exército da Colômbia contra um acampamento das FARC no Equador. No incidente, morreu o líder guerrilheiro Raúl Reyes, considerado o segundo na escala de comando da organização marxista. Desde que foram apreendidos, os equipamentos estão sendo analisados por autoridades colombianas e da Interpol.

Conforme informou a Rádio Caracol, a senadora manteve pelo menos desde 2003 uma troca contínua de cartas com o comando das FARC. Os documentos encontrados nos computadores indicam que a senadora era conhecida pela narcoguerrilha pela alcunha de "Teodora Bolívar".

Numa dos emails um guerrilheiro que se identificou como "César" disse que Piedad Córdoba aprovava integralmente a plataforma política das FARC, ainda que não a luta armada.

Numa outra carta Reyes fala sobre a possibilidade de Piedad Córdoba liderar um governo de transição que precederia a tomada de poder pelas FARC.

Num email datado de 5 de agosto de 2004, o narcoguerrilheiro José Luis e Padre Olivério (ou "el cura Camilo", que vive atualmente no Brasil) combinavam a participação de Piedad num evento a ser realizado em território brasileiro.

Em outro email Raúl Reyes informa o secretariado que a Senadora Piedad Córdoba recebeu 100 milhões de pesos de Hugo Chávez para obras sociais no departamento da senadora. O mesmo email avalia a possibilidade de Chavez enviar outros 250 milhões a fim de realizar um plano.

Outro email fala da necessidade de enviar personalidades à Argentina, Brasil, Chile e Uruguai a fim de participar do evento Voces por Colombia, organizado pela senadora.

Além da senadora, outros políticos são citados nos emails. Num email datado de novembro de 2003 a guerrilheira Nubia Calderón ("Esperanza" ou "Ana Maria") avisa Reyes que está tudo organizado para uma reunião: "Temos o hotel organizado onde chegarão Jaime Caicedo, do Partida Comunista e Cedano; também vem com eles Horacio Duque". O email ainda diz que pessoas do Equador arrumaram um carro da prefeitura a fim de evitar passar pela fiscalização do exército.

A Justiça colombiana já solicitou cópias dos documentos para avaliar se deve iniciar uma investigação sobre a senadora e outros políticos. As autoridades estão aguardando a liberação pela Interpol.

A senadora Pieadad Córdoba disse que seus contatos com as FARC são públicos e motivados pela troca de reféns e que o Presidente Álvaro Uribe deseja apenas criar uma cortina de fumaça para a crise da parapolítica.


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