Cimeira da SADC reunida em Kinshasa

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Agência VOA

7 de setembro de 2009

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Líderes das 15 nações que integram a SADC iniciaram dois dias de debates sobre a situação na República Democrática do Congo. Os confrontos políticos no Zimbabué, Madagáscar e Lesotho estão igualmente na agenda dos trabalhos.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral iniciou os trabalhos desta cimeira em Kinshasa, a qual irá apelar às nações ocidentais para que levantem as sanções contra o Zimbabwe e para que anulem todos os obstáculos à implementação do acordo político celebrado há um ano entre o presidente Robert Mugabe e o primeiro-ministro Morgan Tsvangirai.

Representantes do grupo de Tsvangirai disseram querer uma cimeira especial para debater a situação no Zimbabwe. O secretário-geral da SADC, o moçambicano Tomás Salomão, disse a uma rede de TV sul-africana que foram feitos progressos no sentido da reconciliação:


O que é importante notar o que é positivo é apelar a todos os partidos políticos, a todos os que tomaram parte no Acordo Político Global, para confrontarem com as questões em aberto para que, no fim, tenhamos uma implementação total do acordo.

O Acordo Político Global, celebrado em fevereiro, levou à criação do governo de unidade no Zimbabué. Mas, o Movimento para a Mudança Democrática, de Tsvangirai, queixou-se que foram cometidas centenas de violações ao acordo por parte da ZANU-PF, de Mugabe, incluindo bloquear a nomeação de aliados políticos para postos chave.

Mugabe tem-se, por seu lado, queixado de que Tsvangirai não conseguiu persuadir os governos ocidentais a levantar as sanções contra elementos seniores da ZANU-PF, e de pôr termo às emissões de rádio hostis a partir do estrangeiro para o Zimbabué.

O antigo presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, deverá apresentar um relatório sobre os seus esforços para mediar o impasse político em Madagáscar, nomeadamente as conversações entre o deposto presidente Marc Ravalomanana e o actual líder, Andry Rajoelina. A SADC considerou o afastamento de Ravalomanana um golpe de Estado e suspendeu Madagáscar da organização.

Fontes

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