China manda ativista para a cadeia

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VOA

4 de abril de 2008

Hu Jia, 34 anos, costuma abordar uma grande variedade de assuntos delicados, entre eles direitos humanos, Tibet e AIDS.

Ele ficou sob prisão domiciliar a maior parte do tempo no ano passado sendo que só em dezembro as autoridades formalizaram sua detenção.

John Kamm é diretor-executivo da Fundação Dui Hua, que tem sede nos EUA e é um grupo de advocacia que examina os casos de prisioneiros políticos na China há quase duas décadas.

Kamm, falou com repórteres em Pequim e disse que está desapontado porque não foi permitido a jornalistas, diplomatas, e outros observadorse assistir ao julgamento de Hu Jia que aconteceu nesta última quinta-feira, e no qual decidiu-se que ele seria condenando.

"Que eu saiba ninguém entrou," Kamm disse. "E isto, acho que é realmente uma vergonha.Com certeza mostra que é uma mentira o argumento de que as coisas estão ficando mais transparentes por aqui."

Ele acrescentou ainda que todo o processo de julgamento acabou em tempo recorde, só 98 dias desde a detenção, tendo em vista que os chineses queriam encerrar o caso Hu Jia antes de as Olimpíadas começarem.

"Eu diria que eles quiseram se livrar disso rapidamente. E não queriam ver ele se desenrolar à medida que os Jogos vinham chegando," disse.

Falando do lado de fora do palácio de justiça na quinta-feira, o advogado de Hu Jia, Li Fangping, disse que seu cliente foi condenado "por incitar a subversão". Ele disse que entre as evidências do tribunal contra Hu Jia há artigos da internet que ele escreveu e uma entrevista que deu a uma mídia estrangeira.

Li diz que Hu Jia declarou-se inocente, e é um alívio que a corte não o tenha condenado também por "crime grave", pois isso significaria mais de cinco anos de prisão.

Hu tem 10 dias para apelar da sua sentença.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriorse da China, Jiang Yu, defendeu o veredicto e disse que críticos estão usando os direitos humanos como uma desculpa para interferir em negócios internos da China.

Ela disse aos repórteres que a China "não deixará de cumprir a lei e que ela ficará à frente das Olimpíadas."

A embaixada dos Estados Unidos em Pequim emitiu uma declaração expressando o descontentamento de Washington com o veredicto. A declaração pediu à China para aproveitar a oportunidade e tomar medidas para melhorar seu histórico no campo dos direitos humano e da liberdade religiosa.

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