Chile: milhares de salmões morrem em desastre ambiental causado por algas

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17 de abril de 2021

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Por Meteored Chile

Na última segunda-feira (12), foi registrada a retirada de quase 5.600 toneladas de salmão morto nas regiões de Los Lagos e Aisén. Por um lado, a culpa é da má gestão desta área econômica do país; do ponto de vista científico, essa catástrofe está relacionada ao crescimento de algas que podem causar a morte de peixes.

Quão nocivas podem ser as algas?

As algas podem decorar uma paisagem aquática ou ser mortal. Por exemplo: em 2012, corais de água fria morreram numa área de 15 km devido o aparecimento de algas.

Mas como é a morte dos ecossistemas marinhos causada pela existência desta flora? A proliferação de algas causa hipóxia em peixes, corais e outras formas de vida marinha. A hipóxia aparece quando há falta de oxigênio nos tecidos, células e sangue do corpo. Portanto, compromete o funcionamento saudável dos órgãos internos desses seres vivos.

Como há aumento de nutrientes na água (algas), o estado natural do ecossistema passa a ser eutrofização. Este estado faz com que a flora e a fauna marinhas fiquem sem oxigênio. Como consequência do caso tratado agora, o salmão teria morrido por hipóxia.

Catástrofe ambiental e econômica

Segundo informações do Serviço Nacional de Pesca e Aquicultura (SERNAPESCA), em poucos dias se perderam mais de 3.000 toneladas de salmão na região de Los Lagos. Na região de Aisén, esse número sobiu para 2.519 toneladas. Na verdade, como país, isto era uma catástrofe ambiental.

Das quase 5.600 toneladas de salmão morto, 95% delas foram removidas. Para evitar maiores danos ao meio ambiente, esses 95% foram transferidos para usinas de redução por barcos e caminhões. Várias das grandes fazendas de salmão do Chile tiveram sua produção afetada, gerando consequências econômicas.

O desembarque de salmão morto foi realizado em Talcahuano, com sucesso. No local, foi realizada a verificação da decomposição, obtendo-se como resultado que não foi encontrada a presença de sulfeto de hidrogênio. Esta solução aquosa é um indicador chave do estado de conservação da zona de pesca.

O Chile é o segundo maior produtor de salmão no mundo, atrás apenas da Noruega. Em 2020, as exportações de salmão ultrapassaram 4,3 bilhões de dólares. No entanto, houve uma queda de 14,6% em relação a 2019. As maiores quantidades de salmão estão concentradas no sul do país.

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