Chefes de governo de Índia, Brasil e África do Sul pensam em medidas para se defender da crise

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Agência Brasil

15 de outubro de 2008

Os chefes de governo do grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) decidiram hoje convocar uma reunião de urgência dos ministros da Fazenda e Comércio, além dos presidentes dos Bancos Centrais dos três países, para discutir medidas conjuntas que possam evitar que a crise financeira internacional os atinja de forma mais intensa.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro ministro indiano Manmohan Singh, e o presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, participam hoje da reunião de cúpula do Ibas em Nova Delhi.


A crise pode chegar aos países emergentes? Se houver uma recessão profunda no União Européia e nos Estados Unidos, pode, porque eles são compradores e nós somos vendedores. Por isso precisamos diversificar as nossas relações comerciais. Brasil e Índia ainda não exploram 10% de seu percentual. Brasil e África do Sul estão muito longe [de seu potencial]
'


Lula disse que é preciso fortalecer o mercado interno, não paralisar nenhuma obra de infra-estrutura em andamento e esperar que o “dinheiro que está escondido apareça para garantir a liquidez no sistema financeiro internacional”.

Lula voltou a pedir maior regulamentação no sistema financeiros dos países ricos. Ele disse que espera, por exemplo, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) “diga aos Estados Unidos” qual o limite para o funcionamento das instituições, e que os Bancos Centrais desses países determinem limites para o funcionamento dos bancos de investimentos.

“A primeira vez que eu falei do subprime [sistema de empréstimos por hipoteca que tem sido apontado como responsável pelo desencadeamento da crise financeira nos Estados Unidos] foi em setembro de 2007. Já estamos em outubro de 2008 e somente nas últimas duas semanas é que os principais líderes da Europa e dos Estados Unidos assimilaram que [havia] uma crise nos seus países”.

Fontes